Em Porto Alegre, manifestações ocorreram em diversos pontos da cidade em função da greve geral.
No início da manhã, a Brigada Militar dispersou as manifestações com bombas de efeito moral em frente à garagem da Carris, aos Campi Central e do Vale da UFRGS. Nas empresas de ônibus Nortran e Trevo foram desmontados os piquetes e liberada a saída dos carros ainda pela manhã.
Três homens foram detidos em piquete que bloqueava a saída dos ônibus da garagem da Carris, dois são dirigentes da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras), outro é integrante da CSP Conlutas.
Uma decisão judicial obtida pela Procuradoria-Geral do Município (PGM) determinou a manutenção de 100% dos serviços de urgência e emergência e 70% dos serviços essenciais na Capital. A decisão é da desembargadora Laura Louzada Jaccottet determinava multa de R$ 50 mil ao Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), em caso de descumprimento.
O sindicato informou que vai recorrer da decisão, alegando que a Constituição prevê a manutenção de apenas 30% dos serviços e que os trabalhadores estão respaldados pelo departamento jurídico do sindicato.
Prefeitura diz que decisão foi cumprida
O balanço parcial realizado pela Prefeitura de Porto Alegre indica que a decisão judicial de manutenção de 100% dos serviços de emergência e urgência e 70% dos serviços básicos foi cumprida.
Segunda a Prefeitura, apenas duas das 141 unidades básicas de saúde não atenderam: Tijuca, na Zona Leste, e São Cristóvão, na Zona Norte. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a unidade São Cristóvão deve reabrir à tarde e os atendimentos e consultas da manhã foram reagendados.
A Secretaria Municipal de Educação informou que na manhã desta sexta-feira, 65 escolas funcionaram normalmente, 23 tiveram funcionamento parcial e 11 escolas paralisaram as atividades.
Os números do Sindicato dos Municipários (Simpa) divergem do balanço da Prefeitura. Segundo Jonas Tarcisio Reis, diretor-geral do Simpa, 70% das escolas paralisaram atividades e os outros 30% funcionaram parcialmente.
Para Jonas, a adesão dos servidores municipais foi semelhante à da greve realizada no dia 28 de abril. Os municipários realizaram manifestações em frente à Secretaria Municipal de Administração e ao Hospital de Pronto Socorro.
O transporte público circulou ao longo de toda a manhã pela Capital, ainda assim, o movimento foi reduzido em relação a um dia normal na região central. O Trensurb operou com as catracas liberadas. A empresa alegou falta de funcionários e informou que vai cobrar do Sindicato dos Metroviários a evasão da receita.
Uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região determinou manutenção plena dos serviços nos horários de pico, das 5h30 às 8h30 e das 17h30 às 20h30 e fixou multa de R$ 15 mil ao Sindimetrô-RS por horário de pico não atendido.
As agências bancárias tiveram atendimento suspenso, e piquetes montados pelos grevistas.

Deixe uma resposta