A CPFL, maior distribuidora de energia do país, está usando a tecnologia para combater o roubo de energia, o famoso “gato”.
Só no ano passado, a empresa conseguiu recuperar 372 gigawatts-hora, quantidade de energia que daria para abastecer uma cidade de 146 mil habitantes durante um ano.
No país todo, estima-se que 27 mil gigawatts-hora, ou cerca de 8% do consumo do mercado elétrico brasileiro, são consumidos de forma irregular. São cerca de R$ 8,1 bilhões em prejuízo, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
No Rio de Janeiro, por exemplo, estima-se que, se não fossem os desvios, a concessionária poderia reduzir sua tarifa em até 18%, já que o custo do “gato” é repassado aos consumidores.
Nas áreas atendidas pela CPFL, ao longo de 2016, foram realizadas 290 mil inspeções para identificar desvios de energia elétrica. Nos clientes do Grupo A (empresas), foram 14 mil inspeções e no Grupo B (clientes residenciais), 273 mil.
A iniciativa contribuiu para que as distribuidoras da CPFL Energia recuperassem 372 GWh de energia, o que seria suficiente para atender o consumo anual de 146 mil clientes residenciais.
Somente na área de concessão da RGE, no Rio Grande do Sul, em todo ano passado, foram realizadas 61.866 inspeções. Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi a que concentrou o maior número de vistorias: 8.594.
De acordo com Dilson Fernando Martins, gerente de Recuperação de Receita, a perspectiva é aumentar o número de inspeções em 27% neste ano.
“Nossa proposta é ampliar a ofensiva da CPFL para regularizar as ligações clandestinas e acabar com a fraude.” E acrescenta: “O uso irregular da energia traz prejuízos a todos e, por isso, colocamos nossos esforços em combatê-lo e alcançar índices de perdas não-técnicas próximos a zero”.
Atualmente, o índice de perdas comerciais, como é chamada a energia desviada dos medidores – seja de forma intencional ou por fatores técnicos – gira em torno de 2,5% nas distribuidoras do Grupo. Este é um dos menores índices entre as distribuidoras do Brasil, de acordo com dados da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).
Além do uso da tecnologia, a CPFL também intensificou a formação e o treinamento de 300 agentes da equipe de Recuperação de Energia que, trabalhando em conjunto a autoridades policiais, puderam regularizar ligações e impedir a prática de furto de eletricidade, considerada um ato criminoso.
“Essas inspeções são realizadas em residências, comércios e indústrias. As equipes fazem uma verificação detalhada de todo o padrão de medição, inclusive eventuais desvios de energia elétrica diretamente do sistema da empresa. Também apoiamos e somos apoiados pelas autoridades policiais na identificação de casos mais complexos”, comenta Martins.
“As perdas comerciais contribuem para tornar a conta de luz mais cara para todos os consumidores. O valor da energia furtada e os custos para identificar e coibir as irregularidades são levados em consideração pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para estabelecer a tarifa de energia em cada área de concessão”, alerta.
Prejuízo para todos
Considera-se furto de energia quando há uma ligação direta na rede elétrica sem o conhecimento e autorização da concessionária de energia. São os conhecidos “gatos”.
Já a fraude ocorre quando o cliente rompe os lacres da sua medição e manipula o consumo no medidor de energia, com o objetivo de reduzi-lo.
Ambos são crimes previstos no Código Penal e a pena é de um a quatro anos de reclusão. Também são cobrados os valores retroativos referentes ao período fraudado, acrescidos de multa. Quando a fraude ou o furto são descobertos, o responsável pode ter o seu fornecimento de energia suspenso.
Além do impacto na conta de luz, os furtos e fraudes de energia pioram a qualidade do serviço prestado, prejudicando todos os consumidores. As ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição mais suscetível a interrupções no fornecimento de energia.
A regularização destes clientes não apenas traz cidadania, como também beneficia todos os consumidores com um serviço de melhor qualidade.
Cidades da área de concessão da RGE onde mais ocorreram inspeções
Município Número de inspeções
Gravataí 8.594
Caxias do Sul 7.479
Passo Fundo 3.152
Cachoeirinha 2.939
Santo Ângelo 2.507
Santa Rosa 2.108
Erechim 1.826
Taquara 1.260
Farroupilha 1.152
Bento Gonçalves 983
Toda área de concessão no RS: 61.866
Como denunciar
A CPFL criou vários canais de denúncia para casos de fraudes e furtos, por meio dos quais é possível passar as informações sem a necessidade de identificação do denunciante. Confira a seguir:
· E-mail: denunciafraude@cpfl.com.br: esse canal atende as demandas pontuais dos seguintes órgãos: Ouvidoria, Grupo “A”, Agências de Atendimento, dentre outros
· Telefone: Denúncia de Furto de Energia pelo telefone 0800 721 0721, os clientes do Grupo CPFL conseguem denunciar as possíveis fraudes e furtos de energia
· Web: pelo endereço eletrônico www.rge-rs.com.br/atendimento- a-consumidores/produtos-e- servicos/Paginas/denuncia-de- furto-de-energia.aspx
Sobre a RGE
A Rio Grande Energia (RGE) é a distribuidora de energia elétrica da região norte-nordeste do Rio Grande do Sul. Originada do modelo de concessão pública para distribuição de energia elétrica em 21 de outubro de 1997, a empresa atende 255 municípios gaúchos, o que representa 54% do total de municípios do estado.
(Com informações da Assessoria de Imprensa)

Deixe uma resposta