
Representantes manifestaram suas opiniões sobre a questão, que é polêmica
(Foto: Carla Ruas/JÁ)
Carla Ruas
A Prefeitura de Porto Alegre discutiu com a comunidade, nesta segunda-feira (30), o projeto de cobrança e ordenamento do estacionamento no Largo Glênio Peres. Compareceram à reunião entidades como o Conselho do Orçamento Participativo, o Sindilojas e o Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural. A maioria das entidades se mostrou favorável ao projeto, que deve ser implantado ainda no mês de fevereiro.
A proposta de regularizar o estacionamento faz parte do projeto Viva o Centro, de revitalização da área central da cidade. Com a delimitação e organização do estacionamento, melhora o acesso ao comércio da região. O Largo passaria a comportar 300 vagas ao invés das 60 que já existem, através do sistema de rotatividade (área azul). Desta forma, o estacionamento teria a duração máxima de 2 horas e a cobrança proporcional de R$ 0,50 até R$ 2,00.
O secretário municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Clóvis Magalhães, destacou que o local não será ocupado por veículos durante o dia, mas somente após as 19 horas e nos finais de semana pela manhã. “Queremos manter os horários de estacionamento que já existe, mas torná-lo rotativo para um melhor aproveitamento do espaço.”
O Sindilojas demonstrou apoio total à idéia. Roberto Luiz Jaeger, Diretor Adjunto de Relações Institucionais, afirmou que este é um avanço para a cidade. “O acesso aos pontos comerciais no centro precisa ser melhorado urgentemente”. Para ele, o ideal é que eventualmente os veículos possam ocupar o espaço durante os dias úteis. Mas esta idéia foi contestada pelas outras entidades.
“Durante a semana haveria um conflito com os pedestres e com o projeto original de valorização do espaço”, contestou o representante do Conselho Municipal de Transporte Urbano, Carlos Boa Nova.
A maior parte das entidades se mostrou favorável ao projeto, mas representantes de associações culturais defenderam a preservação do espaço para manifestações artístico-culturais. A artista plástica Zoraiva Bettiol foi uma das únicas que manifestou resistência.
“Entendo a necessidade de um estacionamento ao redor do Mercado Público, mas temos que manter as características culturais da área” protestou. Ela defende inclusive que a prefeitura pense em tombar o Largo como patrimônio histórico de Porto Alegre. “Será que queremos transformá-lo numa garagem?”, questionou.
A partir desta reunião as secretarias municipais irão se reunir para levar o projeto ao prefeito José Fogaça. A expectativa é que o estacionamento seja implantado ainda no mês de fevereiro.

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