Eólica de Osório frustra expectativas: primeiro cata-vento ainda está no chão

Nesse ritmo, os observadores duvidam de que o primeiro gerador irá rodar no final de janeiro (Foto: Geraldo Hasse/JÁ)

Geraldo Hasse, de Osório *
Caminhões carregados de equipamentos não param de chegar a Osório pelas rodovias BR-101 e BR-290, mas os engenheiros responsáveis pela construção da usina eólica local não aproveitaram a calmaria no regime dos ventos no litoral norte gaúcho da primeira semana de janeiro de 2006: 100 dias depois do início efetivo das obras, ainda não se ergueu nenhuma das 75 torres do empreendimento, frustrando a expectativa dos observadores que todo dia perscrutam o horizonte em busca dos sinais de que a Ventos do Sul empinou seu primeiro cata-vento.
Anéis de concreto empilhados ao redor das suas bases indicam que as primeiras quatro torres cilíndricas estão mais ou menos prontas para serem erguidas, mas até agora a obra não saiu do chão, a despeito da presença no canteiro construtivo de quatro guindastes – um deles, gigantesco, para 75 toneladas, importado da Alemanha e alugado por diárias salgadíssimas pela Zandoná, uma das cinqüenta bandeiras que operam na montagem do primeiro parque eólico do Rio Grande do Sul. Nesse ritmo, os observadores duvidam de que possa ser cumprida a promessa de pôr o primeiro gerador a rodar no final de janeiro.
Enquanto nenhuma torre aparece no horizonte, as empreiteiras das obras de engenharia estão bastante adiantadas na construção das estradas de serviço do parque eólico. Também correm bem os trabalhos de construção das bases dos cata-ventos. O sistema de estaqueamento trazido da Europa é algo inédito por estas bandas: cada base é fixada ao chão por 32 pinos de concreto com profundidade variando de 13 a 26 metros.
Depois que o bate-estaca conclui a perfuração do solo, uma sonda injeta concreto no buraco e enfia dentro dele uma senhora viga de ferro, tudo numa única operação simultânea. Além de suportar o peso das torres (800 toneladas), essa estrutura precisa agüentar a força dos ventos sobre as hélices.
Rigotto e Andres e ZH visitam a obra
Coincidentemente depois de o jornal Zero Hora publicar nesta terça-feira (10) duas páginas só de elogios ao projeto de energia eólica da empresa Ventos do Sul (consórcio entre a espanhola Enerfin, do grupo Elecnor, a gaúcha CIP Brasil e a alemã Wöbben) o governador Germano Rigotto e o secretário de Energia, Minas e Comunicações, Valdir Andres, visitarão, nesta quinta-feira (12), a partir das 15h30, o canteiro de obras em Osório.  Parece jogada ensaiada, mas certamente não é.
O presidente da Ventos do Sul, Telmo Magadan, velho militante do PMDB, passando por secretarias de governo, receberá  Rigotto e Andres.  Magadan fez todo o meio de campo para que a espanhola Enerfin  viesse para o Estado. Governador e secretário vão  conferir o andamento da obra. A usina irá gerar energia por meio dos ventos terá 150 Megawatts (MW) de potência instalada.
O investimento total no projeto da empresa Ventos do Sul  é de R$ 670 milhões, sendo 69% financiado pelo BNDES. Ao todo serão instalados 75 aerogeradores, cada um com 2 MW de potência instalada e 98 metros de altura. Com as pás, cada catavento deve atingir uma altura de 140 metros, cerca de 30 metros a mais que a chaminé da Usina do Gasômetro.
* Com informações do site do governo do Estado

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