Naira Hofmeister
O novo projeto para a área do antigo Estaleiro Só será apresentado à população em duas audiências públicas, nos dias 8 e 9 de abril. Nestes dias, os empreendedores mostrarão um resumo do que foi abordado nos dois volumes de mais de 500 páginas cada do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que está disponível para consulta na biblioteca da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam).
Talvez abordem exclusivamente o conteúdo de uma revista curtinha, que pode ser consultada juntamente com os volumes do EIA: é o Relatório de Impacto Ambiental (Rima).
O livretinho, entretanto, não aborda com profundidade todos os aspectos que podem interessar à população. Não traz, por exemplo, com a mesma a riqueza de imagens, a ilustração de como será o empreendimento que tem à frente a incorporadora BM Par e a rede de materiais do construção Leroy Merlin.
O Rima só traz uma imagem do novo projeto – cujo nome mudou de Pontal do Estaleiro para Parque do Pontal em razão da área verde que separará o lote onde serão construídas duas torres de 80 metros e um shopping center, da beira do Guaíba.
O JÁ leu os volumes e revelou os detalhes das construções pretendidas em uma matéria publicada no dia 9 de março.
Solicitou uma entrevista e o envio das imagens que ilustram o EIA-Rima ao escritório de arquitetura liderado por Jorge Debiagi e responsável pelos desenhos , mas até agora não obteve retorno.
Diante do silêncio dos empreendedores, a saída foi fotografar o próprio EIA-RIMA, onde estão as ilustrações mais detalhadas.
O projeto em detalhes
Uma emenda aprovada na Câmara de Vereadores quando foram alterados os índices construtivos para a área (para permitir edificações altas) determinou que fossem preservados 60 metros de distância da margem do Guaíba, que deveriam ser urbanizados para uso público.
Por isso, o parque projetado terá uma área total de 3,6 hectares. O JÁ errou o cálculo na matéria anterior e informou que a área verde era maior que a Redenção, mas na verdade ela equivale a um décimo do Farroupilha, que possui 32 hectares.
No parque estão previstos recantos contemplativos da natureza: escadarias, praças, fontes e até uma prainha, na parte do terreno que limita com a APP do arroio Sanga da Morte, que deságua no Guaíba.
As duas torres, com 22 andares cada, substituem seis, cinco ou quatro prédios projetados em versões anteriores do empreendimento. Elas serão erguidas linearmente à ponta do Melo para reduzir a obstrução da vista que se tem do morro para o Guaíba e vice-versa.
É a primeira vez em vários desenhos já feitos para o local que não há um paredão entre a Padre Cacique e a praia.
Já o shopping, terá 25 metros de altura. Serão três pavimentos, sendo que no último haverá um terraço com vista para o parque e o Guaíba onde se instalarão restaurantes e bares.
A fachada do empreendimento, na Padre Cacique, será envidraçada e ajardinada. Uma longa galeria – justamente debaixo das torres, dará acesso frontal ao parque. Dela partirão caminhos que levarão ao chamado Jardim das Lojas, a parte comercial do empreendimento – cujo objetivo dos construtores é que esteja em harmonia com a área verde.

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