Gabriel Sobé
Conforme constata a seção gaúcha da Associação de Cultos Afro-brasileiros (Afrobras), o Rio Grande do Sul conta com cerca de 50 mil estabelecimentos voltados para a prática de religiões afro-brasileiras. O Censo de 2000 do IBGE colocou o estado como aquele que concentra o maior número de delcarados umbandistas, ultrapassando o Rio de Janeiro, e curiosamente, o estado da Bahia ocupa apenas a nona colocação no país, com 0,09% de representantes.
Os dados constatados pelo IBGE no censo, levaram a fotógrafa Mirian Fichtner a realizar um trabalho de pesquisa retratando a força desta crescente no estado. Com quase 200 fotos emolduradas e em projeções, a fotógrafa inaugura no dia 28 de agosto a exposição Cavalo de Santo, no Átrio do Santander Cultural. O público poderá conferir a exposição até o dia 19 de setembro.
A exposição abre às 19h do dia 27 com coquetel para convidados e pode ser visitada por todos a no dia seguinte, de terças a sextas, das 10h às 18h e sábados, das 11h às 17h. A entrada é gratuita.
Para o secretário da Cultura de Porto Alegre, Sérgius Gonzaga, as fotos são flagrantes de uma realidade que poucos conhecem. “Em uma província que tende a se ver como branca, a religiosidade afro-brasileira é freqüentemente ignorada, apesar de sua enorme vitalidade na capital e no interior”.
Conforme constata a seção gaúcha da Associação de Cultos Afro-brasileiros (Afrobras), o estado conta com cerca de 50 mil estabelecimentos voltados para a prática de religiões afro-brasileiras.
O Censo de 2000 do IBGE colocou o Rio Grande do Sul como estado que concentra maior número de delcarados umbandistas – 1.63% da população – ultrapassando o Rio de Janeiro, e curiosamente, o estado da Bahia ocupa apenas a nona colocação no país, com 0,09% de representantes.
Enquanto no país como um todo houve uma redução de 0,4% para 0,3% de brasileiros que se declararam pertencentes às religiões afro-brasileiras, uma redução de 22,7% no mesmo período, no Rio Grande do Sul, para o mesmo grupo religioso, houve um aumento de declarações de adeptos da ordem de 1,2% para 1,6%, uma variação positiva de 33,6%.
A caracterização dos umbandistas gaúchos se difere pelo tradicionalismo do estado. Há a mistura nas típicas vestimentas do Pai-de-santo gaúcho, com o uso de bombachas no lugar das túnicas.

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