A qualidade da água do Guaíba piorou nos últimos dias, nos pontos de coleta 1 e 2 (veja mapa abaixo), provocando diminuição significativa do oxigênio dissolvido na água.
A carga orgânica biodegradável, associada a esgotos domésticos, diminuiu (como também mostram os resultados de matéria fecal), porém a carga de matéria não-biodegradável, tipicamente relacionada a fontes de poluição industrial e agrícola, aumentou, juntamente com os nutrientes nitrogênio e fósforo.
A análise foi divulgada ontem pela Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) e a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Esta foi a décima primeira semana de monitoramento da qualidade da água do lago Guaíba.
A ampliação do número de indicadores ambientais que estão próximos do não atendimento dos níveis mínimos exigidos para uso da água para fins de abastecimento para consumo humano na porção norte do lago Guaíba afeta o trecho mais a sul. Além disso, o aporte de matéria não-biodegradável que atinge os pontos 3, 4 e 5, oriundo da bacia de drenagem do rio Jacuí, contribui para o comprometimento das condições da água no ponto de captação do DMAE.
A rede de coleta de amostras é formada pelos seguintes pontos: Ponto 1: foz do rio Gravataí; Ponto 2: no lago Guaíba, ao sul da Casa de Bombas nº 5 do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP); Ponto 3: no lago Guaíba, ao sul da Casa de Bombas do Trensurb; Ponto 4: no lago Guaíba, entre o Ponto 3 e o ponto de captação de água do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE) para as Estações de Tratamento de Água (ETA) São João e Moinhos de Vento; e Ponto 5: no lago Guaíba, ao sul do ponto de captação de água do DMAE.
Foram analisados os seguintes parâmetros nesta campanha: alcalinidade, cádmio, cloretos, cobre, condutividade elétrica, demanda bioquímica de oxigênio (DBO), demanda química de Oxigênio (DQO), Escherichia coli, ferro, fitoplâncton/cianobactérias, ortofosfato, fósforo total, manganês, níquel, nitrogênio amoniacal, oxigênio dissolvido (OD), pH, profundidade de coleta, profundidade total, salinidade, sólidos dissolvidos totais, sólidos suspensos totais, temperatura da água, transparência da água, turbidez e zinco.
Ao final das campanhas de monitoramento, será elaborado relatório técnico sobre a qualidade da água do lago Guaíba, contemplando os resultados obtidos nas 12 (doze) campanhas previstas. Em função dos parâmetros analisados, a avaliação terá como referência os padrões estabelecidos na resolução 357/2005 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), especialmente para o uso no abastecimento para consumo humano.
Veja aqui os resultados dos parâmetros físico-químicos e microbiológicos analisados ao longo das quatro campanhas de amostragem realizadas até agora.

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