"Fora Temer" e "Diretas JÁ" levam 100 mil pessoas à avenida Paulista

Estimada em 100 mil pessoas, uma multidão tomou a avenida Paulista, em São Paulo, na tarde de domingo, e depois caminhou até o Largo da Batata, no bairro de Pinheiros. Saindo do Masp, onde a concentração começou às 16h30, é um trajeto de quase 5 quilômetros.
“Ontem [sábado] o presidente golpista do Brasil disse que a nossa manifestação teria 40 pessoas. Aqui estão as 40 pessoas. Já somos quase 100 mil na av. Paulista”, discursou Guilherme Boulos, do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e um dos organizadores, no início do ato.
A marcha foi da Paulisa ao Largo da Batata, onde, já na dispersão, as luzes foram apagadas e ação violenta da polícia prendeu quasse 30 pessoas
A marcha foi da Paulisa ao Largo da Batata, onde, já na dispersão, as luzes foram apagadas e ação violenta da polícia prendeu quasse 30 pessoas

O jornal Folha de S. Paulo observou que o protesto foi “melhor organizado e maior” que os anteriores, ocorridos durante o processo do impeachment de Dilma Rousseff, e que desta vez “reuniu um público mais velho do que em outros protestos”.
Os organizadores da manifestação haviam anunciado que os black blocks (mascarados) não seriam bem-vindos, e eles não foram vistos entre os manifestantes.
A Polícia Militar paulista prendeu 26 jovens, que não tiveram acesso a advogados. Ao meio-dia de hoje, uma entrevista coletiva sobre as irregularidades das prisões foi concedida em São Paulo. Na mesa, o senador Lindbergh Farias, o deputado Paulo Teixeira, o ex-ministro Roberto Amaral e representantes de movimentos sociais denunciam a ação violenta da PM nos últimos atos pelo #ForaTemer em SP.

 
Pelo Facebook, Mídia Ninja e Jornalistas Livres transmitiram a entrevista ao vivo.

 

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