higino barros
Responsáveis pelo transporte diário de cerca de 220 mil passageiros por dia, os funcionários do sistema de transporte da Trensurb, realizam assembleia geral nessa quinta-feira para decidir se declaram greve ou não. Os trabalhadores da estatal estão em negociação salarial com a empresa e, caso não sejam atendidos em suas reivindicações, vão cruzar os braços.
Os metroviários exigem a reposição da inflação medida pelo IPCA nos salários, de 9,28%, enquanto a direção da empresa oferece 8,28%. O tempo da paralisação e seu início será decidido na assembleia geral.
Em reunião realizada com a Comissão de Operadores de Trem, segunda-feira, o Sindimetrô/RS obteve apoio integral dos condutores dos trens, cerca de 90 funcionários, dos 920 que a Trensurb tem em seus quadros. Foi firmado um compromisso: sem a reposição salarial reivindicada pelos trabalhadores, os operadores dos trens vão seguir a decisão da assembleia. Para qualquer greve ser bem-sucedida, é indispensável contar com o apoio desse segmento de funcionários.
Reajuste da inflação
O presidente do Sindicato dos Metroviários, Luis Henrique Chagas, considera que, por um valor tão pequeno na reposição, a empresa não se recuse a atender o pedido: “Não queremos aumento de salário, mas simplesmente o reajuste com base na inflação”, afirma Luis Chagas.
A Trensurb atualmente está incorporada ao Ministério da Integração Nacional. Antes, passou pelo Ministério dos Transportes e pelo Ministério das Cidades. A estatal, a partir do governo Lula, sempre teve seus diretores indicados pelo PT e PP. Cogita-se que, a partir de agora, ela será presidida por um indicado pelo PTB.

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