Não foi desta vez que o Governo Estadual gaúcho e o Cpers entraram em acordo, após reunião na Secretaria de Educação na manhã desta terça-feira, 10/10, em Porto Alegre, a direção do Sindicato dos Professores orienta a categoria a manter o movimento grevista, que já dura 35 dias.
Os argumentos do governo, que há 22 meses parcela os salários dos servidores públicos gaúchos, não convenceu os grevistas a suspenderem o movimento.
Na reunião, o Cpers apresentou um estudo do Dieese, que aponta recursos extras com o qual o Governo poderia contar para a integralização dos salários. O secretário chefe da Casa Civil, Fabio Branco, disse que irá estudar o documento, mas assegurou que dificilmente as sugestões melhorem o quadro, já que a folha salarial é mais de R$ 1 bilhão e o estudo aponta para “poucos minhões”, que poderiam ser usados pelo Governo.
Ainda, na avaliação da Secretaria de Educação, a postura do sindicato tem sido de uma atuação política, fugindo do contexto da educação; “Recebemos uma documentação da direção do Cpers/Sindicato sobre a composição das contas do governo, que vamos responder, mas a definição pelo fim da greve não passa por isso”, ponderou Branco.“As propostas já foram apresentadas pelo governo e elas são de avanço, atendendo inclusive a uma sugestão do Cpers, na reunião do dia 14 de setembro, para o pagamento prioritário dos salários menores, o que foi atendido”, completou o secretário.
“Nossa greve continua. O movimento vai crescer devido à intransigência do governo, não que ouvir sugestões e só aponta medidas que penalizam os servidores”, disse a professora e presidente do Cpers, Helenir Schürer.
Depois da reunião, os professores saíram da Seduc, que estava cercada por policiais, e realizaram uma caminhada pelo Centro de Porto Alegre, passando pela prefeitura e indo até a Praça da Matriz. O movimento ainda se uniu com outros servidores, como os policiais civis, em greve deste o começo da semana, e outras categorias que também tem os salários parcelados.
Municipários de Porto Alegre se uniram ao ato, já que também protestam contra parcelamento de salários, no caso da prefeitura municipal, e também estão em greve.

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