Governo minimiza a greve, centrais dizem que foi a maior em 20 anos

A greve geral organizada pelas centrais sindicais alcançou todo o todo país e refletiu a baixa popularidade do governo Temer e das reformas que ele tenta aprovar no Congresso.
Houve conflitos localizados no Rio, São Paulo e Recife. A tentativa de bloquear estradas em áreas de grande movimento também provocou a intervenção da polícia, que dispersou manifestantes com cassetetes, spray de pimenta e bombas de efeito moral.
Os organizadores comemoraram “a maior greve dos últimos 20 anos” e avaliaram que o impacto da manifestação popular vai se refletir nas reformas que estão sendo votadas no parlamento – reforma da Previdência e das leis trabalhistas, especialmente.
O governo e os principais grupos da imprensa minimizaram o protesto que, em graus variados, alcançou todo o pais.
Em Porto Alegre, o ponto alto da greve foi a marcha que reuniu cerca de trinta mil pessoas, segundo a organização, pelas ruas do centro de Porto Alegre.
Desde cedo, sindicalistas e trabalhadores que aderiram a greve já organizavam as primeiras manifestações. Os ônibus não circularam pela manhã e até o fechamento desta matéria nenhum havia circulado pela cidade.
O Trensurb também ficou paralisado. Lotações, táxis e ubers transportaram as pessoas que saíram para trabalhar. Porém, nas ruas pouco movimento.
Os grevistas que se reuniram no centro se dividiram, alguns ficaram na esquina democrática, outros na frente da Prefeitura e outros muitos no Largo Glênio Peres. A tarde, todos se reuniram e seguiram em marcha pelas ruas da região central.
Dois caminhões grandes e um menor guiavam o protesto. Em cima deles sindicalistas, líderes partidários e representantes dos movimentos sociais revezavam no microfone. As críticas às reformas trabalhistas e da previdência do governo Temer davam o tom dos discursos.
Da Borges de Medeiros, os manifestantes seguiram pela Av. Júlio de Castilhos até o Viaduto da Conceição, onde entraram na Av. Loureiro da Silva e foram até o Largo Zumbi dos Palmares, onde o pessoal se dispersou.
Líderes Sindicais comemoraram a greve
“Foi a maior greve geral desde os anos 80”, afirmou uma das Coordenadoras da Intersindical, Neiva Lazzarotto, ao final da marcha. Para ela, a greve superou a expectativa de todos.
O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, também comemorou a adesão ao movimento. “Agora vamos ver se Brasília vai nos escutar”, provocou Nespolo, comemorando a presença de 30 mil pessoas (pelas contas da CUT) no ato desta tarde, mesmo com o transporte público parado.
Uma manifestação já está marcada para o dia 1º de maio no Parque da Redenção, mas novas greves não estão descartadas. “Vamos fazer uma análise geral ao final do dia, e ver qual será a reação de Temer. Se precisar fazer mais greves, faremos”, finalizou o presidente estadual da CUT.

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