Governo rebate críticas e diz que venda de ações do Banrisul foi bem sucedida

O governo do Estado divulgou  a seguinte nota nesta quinta-feira:
“Ao contrário de versões infundadas da oposição e de setores diretamente interessados, a decisão de venda das ações do Banrisul, em suas últimas duas operações (dias 10 e 27 de abril), foi transparente e bem-sucedida. As ofertas públicas cumpriram absolutamente todas as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da legislação aplicável.
O valor de adquirência ficou bem acima do que previam alguns analistas, superando, inclusive, o valor do patrimônio líquido. O resultado preserva o interesse público do estado do Rio Grande do Sul e consolida a posição do banco no mercado, devido à solidez de seus resultados.
Cumpre, ainda, a decisão do governo de não vender as ações do banco a qualquer preço.
É inverídica a informação de que apenas um comprador “levou 70% das ações ofertadas”. Mais de 350 investidores, aí incluídas inúmeras pessoas físicas, adquiriram ações no dia do leilão, o que comprova a absoluta lisura e transparência do processo.
Assim como foi feito até aqui, o governo do Estado continuará observando todas as regras técnicas e fornecendo todas as informações necessárias aos órgãos de controle.
É preciso alertar a população de que interesses políticos e financeiros eventualmente contrariados tentam criar versões falsas sobre este assunto. O governo continuará buscando o equilíbrio financeiro do Estado e preservando, como acionista majoritário, o papel econômico-social exercido pelo Banrisul”.
Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Ministério Público quer explicações
Não é só a oposição que questiona a venda das ações. Três dias depois da última operação, o Ministério Público de Contas (MPC) do Rio Grande do Sul anunciou que vai pedir detalhes sobre os leilões ocorridos nos dias 10 e 27 de abril.
O procurador-geral do MPC do Estado, Geraldo Costa da Camino, afirma ter enviado ofício ao Banrisul, na segunda-feira (30), para solicitar informações a respeito das transações.
No mesmo dia, o órgão recebeu pedido da deputada estadual Juliana Brizola (PDT) para a instalação de auditoria que apure detalhes das operações.
A parlamentar ainda busca, em caráter liminar, a suspensão das duas vendas durante o período de levantamento dos dados.
Na última operação, dia 27, o governo vendeu 2,9 milhões de papéis ordinários, que dão direito a voto em assembleias. Com preço mínimo de R$ 17,65 por unidade, a negociação gerou R$ 52,5 milhões.
A operação não foi divulgada previamente, o que causou surpresa entre analistas que acompanham as movimentações do banco.
Na véspera do leilão anterior, ocorrido em 10 de abril, o governo havia comunicado ao mercado a intenção de vender 26 milhões de ações preferenciais (sem direito a voto), que renderam R$ 484,9 milhões.
A venda de sexta-feira mostra a necessidade de o governo fazer caixa no curto prazo, segundo analistas.
Troca de críticas
A venda de ações com preço mínimo de R$ 17,65 também é motivo de críticas da oposição. Na véspera do leilão, os papéis ordinários haviam encerrado a sessão cotados a R$ 25,73 na bolsa de valores de São Paulo.
O líder do governo na Assembleia, Gabriel Souza (PMDB), rebate as críticas da oposição.
Conforme o parlamentar, a venda de sexta-feira foi uma “operação rápida” para evitar que investidores do mercado financeiro “especulassem para baixo” o valor:
” A oposição foi a grande responsável por colocar o Estado na atual situação financeira. As ações só foram negociadas porque é preciso fazer caixa. O mercado quer que o banco seja privatizado, mas o governador já reiterou que isso não acontecerá. Então, é natural que o preço das ações baixe”. 
Em nota após a última negociação, o Piratini declarou que “o Banrisul seguirá ainda mais fortalecido em sua gestão profissional”.
“A operação integra os esforços do governo do Estado em buscar o equilíbrio fiscal, através de medidas financeiras emergenciais, e atender, desta maneira, seus compromissos mais essenciais para a sociedade”, completa o texto.
O Banrisul informou que só o governo, controlador do banco, faria comentários.

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