Greve dos bancários completa 30 dias, sem nova proposta da Fenaban

A greve dos bancários completa 30 dias nessa quarta-feira (5/10). A negociação com os bancos está paralisada há uma semana. A pressão aumenta: em vez de nova proposta dos bancos, o que têm são interditos proibitórios, liminares da OAB-RS e de representantes das donas de casa. Estas duas liminares foram derrubadas por mandado de segurança. Mandato de segurança do SindBancários derrubou interdito proibitório do Santander. Há outros, do Bradesco e do Itaú.
Na área de abrangência do SindBancários, 307 agências ficaram fechadas, totalizando 1.042 agências fechadas no Rio Grande do Sul.
Na manhã desta terça-feira (4/10), houve uma concentração em frente ao Santander, no Centro de Porto Alegre Cultural. Na quarta-feira, a partir das 7h30, estão programadas as saídas dos piquetes móveis para o convencimento dos bancários para fortalecer a unidade e ampliar o movimento.
“Precisamos fortalecer o movimento e ampliar a unidade da categoria. Vamos conversar com os colegas e dizer que é importante a participação para dobrar a intransigência dos banqueiros”, afirmou o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.
Contexto político
O diretor da Fetrafi-RS, Juberlei Bacelo, que participou da última reunião como integrante do Comando Nacional dos Bancários em São Paulo, com a Fenaban, fez uma análise do contexto político que envolve o movimento dos bancários. Para o dirigente, o contexto político pós-impeachment sinaliza para a pressão do governo federal por um ajuste fiscal que tem no sistema financeiro um forte aliado.
“Este ano, desde que a pauta nacional de reivindicações foi entregue à Fenaban (em 9/8), os banqueiros deixaram claro que teria uma mudança. É a tese dos anos 1990. Para segurar a inflação, eles querem desindexar a economia. E isso significa não repassar a inflação para os salários”, explicou Juberlei.
Os representantes dos bancos ofereceram 7% de reajuste no piso e nas verbas salariais (auxílios e vales) e abono de R$ 3.500. O índice é 2,62% abaixo da inflação, que foi de 9,62%. Além disso, propõem que o acordo seja fechado também para o próximo ano, quando garantem a reposição da inflação e 0,5% de aumento real.
Os bancários não abrem mão de obter ao menos a reposição da inflação.

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