Greve geral tem ampla adesão mas enfrenta boicote de governos e empresários

A greve geral convocada para esta sexta-feira, 28, em todos o país está recebendo adesões de diversas categorias de trabalhadores e, consequentemente, motivando reações por parte de governantes, empresários e da Justiça.
O movimento grevista é uma manifestação contrária a propostas do governo Temer como a reforma trabalhista, da Previdência e a Lei 13.429, a chamada “lei das terceirizações”, sancionada por Temer nesta quarta-feira.
Com a confirmação da adesão do Sindimetrô (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Estado), que garante paralisar o Trensurb por 24h, a empresa buscou a Justiça.
O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) determinou o funcionamento de 50% dos trens nos horários de maior movimento, entre 5h30 e 8h30 e das 17h30 às 20h30. A decisão prevê ainda multa de R$ 20 mil por horário de pico, em caso de decumprimento da decisão.
O Sindicato dos Rodoviários aderiu à paralisação. Os sindicalistas planejam promover piquetes em frente às garagens para impedir a saída dos ônibus. A EPTC autorizou que lotações transportem passageiros em pé e informou que pode solicitar apoio para que transportadores de vans escolares sejam convocados para atender a demanda.
A prefeitura de Porto Alegre fez parceria com a empresa de transporte por aplicativo Cabify, oferecendo desconto de R$ 15 em corridas de ida e volta aos servidores que não aderirem á paralisação.
O Daer (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem) chegou a suspender a circulação de ônibus intermunicipais, mas  a decisão foi revista pelo governo.
Há manifestações programadas para acontecerem ao longo de toda a manhã. A partir do meio dia, inicia a concentração, na Esquina Democrática para o ato centralizado.
Na noite desta quinta-feira, o evento criado pela página Ocupa Tudo Brasil no facebook, contava com mais 3,5 mil pessoas confirmadas.
Veja outras atividades que vão parar na sexta-feira
Transporte
O Sindicato dos Aeroviários da Capital convocou a categoria a aderir à greve. Pilotos e comissários estão estado de greve.
As principais companhias aéreas brasileiras oferece, a possibilidade de remarcação sem custo de passagens previstas para esta sexta-feira.
O Sindicato dos Bancários aderiu à greve. Não haverá expediente em agências da capital e de outros 15 municípios. A mobilização dependerá da adesão dos funcionários de banco.
Há protestos programados em várias rodovias do estado. A Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do RS (Fetraf-RS) terá acampamentos às margens de estradas em municípios como Sarandi (BR-386), Lagoa Vermelha (BR-285), São Lourenço do Sul (BR-116), Antônio Prado (RS-122) e Fontoura Xavier (BR-386). Um esquema especial será montado pela BM e Polícia Rodoviária Federal.
Na ponte do Guaíba a previsão é que os içamentos ocorram normalmente. Há protestos preistos para o local na parte da manhã.
Ensino
O Conselho Geral do Cpers determinou que não haverá aula nas escolas estaduais na sexta-feira.
Em Porto Alegre e Canoas, Sindicatos representantes de professores e funcionários de escolas das rede municipais decidiram aderir à paralisação.
O Sindicato dos Professores do Ensino Privado do RS (Sinpro) realizou consulta por e-mail, que contou com apoio de 75% dos professores à greve. A enquete teve participação de 2 mil professores.
O Sindicato do Ensino Privado (Sinepe-RS), através de nota, orientou “que as instituições de ensino avaliem as condições de sua localidade para decidir sobre o seu funcionamento ou não”.
A Associação de Docentes da UFRGS (ADUFRGS) apoia a greve.
O Sindicato dos Técnico-Administrativos da UFRGS, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) aderiu à greve.
Estão previstas paralisações e atos em instituições como a Universidade Estadual do RS (Uergs) e a Universidade de Passo Fundo (UPF).
Serviço público
As principais entidades de classe que representam servidores públicos no RS apoiam a greve e convocaram as categorias a aderir, entre elas o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) e a Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado (Fessergs).
A Justiça do Trabalho da 4ª Região (RS) suspenderá a realização de audiências, o expediente interno e externo de suas unidades administrativas e judiciárias, de primeiro e segundo grau. As medidas judiciais urgentes serão atendidas em regime de plantão. Os prazos que venceriam nessa data ficam prorrogados para o primeiro dia útil seguinte.
Comércio
O Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre e a Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo aconselhou os comerciantes a abrirem seus estabelecimentos normalmente.

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