O transporte de passageiros na hidrovia Porto Alegre-Guaíba inicia dia 28 de outubro, com 14 horários em casa sentido, de segundas a sextas-feiras. Nos sábados, domingos e feriados serão sete horários.
Embora a tarifa autorizada seja de sete reais, a Catsul, empresa que tem a concessão para explorar a travessia, trabalhará com tarifa promocional de seis reais entre segundas e sextas-feiras.
Nesta segunda-feira (17), o secretário estadual de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano, Luiz Carlos Busato, esteve no galpão B3 do Cais do Porto para fiscalizar as instalações do terminal de acesso ao catamarã na capital. Foi constatado que algumas adequações devem ainda ser efetuadas. Na próxima quinta-feira (20), às 14h, será realizada a inspeção do barco e do terminal na cidade de Guaíba.
De acordo com Busato, no terminal de Porto Alegre o acesso para cadeirantes ainda terá de ser construído. “Temos que adequar a entrada ao catamarã para pessoas com deficiência, bem como a cobertura e o corrimão para auxiliar os idosos”.
A empresa Catsul diz que está faltando concluir o terminal hidroviário em Porto Alegre e instalar os flutuantes para acesso dos passageiros aos catamarãs. As informações sobre horários e itinerários estarão disponíveis no site da empresa no dia 28/10 quando iniciará a travessia para a população. Os bilhetes estarão à venda no Armazém B3 do cais do Porto em Porto Alegre, no Pier de Guaíba e na rodoviária de Guaíba.
A marinha já autorizou o funcionamento da hidrovia. O comunicado extra-oficial foi feito no último dia 13 pelo Capitão-de-Mar-e-Guerra dos Portos do Rio Grande do Sul, Sérgio Luiz Correia, o militar afirmou que a entrega oficial dos documentos ocorrerá esta semana. Com a liberação a Catsul está autorizada a dar início à prestação do serviço.
Tudo indica que, desta vez, a empresa conseguirá inaugurar a rota no prazo previsto. A intenção inicial era começar a operar em março, mas uma série de obstáculos atrasou o início das viagens regulares.
O governo do Estado definiu a adoção de um traçado alternativo que permitiu a operação da hidrovia Porto Alegre-Guaíba ainda em outubro. “Vamos usar uma hidrovia já existente, utilizada por outras embarcações para realizar esta ação”, explicou Busato.
Uma alteração no projeto original tirou do Estado a incumbência de contratar o serviço de dragagem na área de chegada do terminal em Guaíba, em razão da profundidade baixa. Com a rota alternativa, providenciada pela Marinha, o serviço deixa de ser necessário. A economia para o Estado foi de R$ 1,8 milhão.
No projeto inicial era necessária a dragagem de 1,8 quilômetros no trecho de chegada a Guaíba, a instalação de bóias de identificação da rota e a criação de uma carta náutica.
O caminho alternativo elimina a necessidade de dragagem porque o nível mínimo neste ponto do Guaíba chega a 2m25cm em época de pouca chuva. A rota original poderia ter locais com menos de 1m60cm, marca que torna arriscada a circulação de barcos.
O Catamarã que será usado pela Catsul oferece 120 poltronas estofadas e TVs de LCD. A expectativa é que duas mil pessoas usem o serviço diariamente. Os 15 quilômetros do percurso devem durar de 20 a 25 minutos.

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