Hospitais filantrópicos cobram R$ 144 milhões do governo Sartori

Representantes de entidades ligadas à área da saúde entregaram, no final da manhã desta quarta-feira (6), no Palácio Piratini, pedido de uma reunião com o governador José Ivo Sartori para tratar da crise do setor.

O principal tema a ser debatido é o atraso do repasses por parte do governo para programas da saúde como Casa Gestante, Mãe Canguru, Porta de Entrada e Gravidez de Risco.

Segundo o presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul, Francisco Ferrer, o governo do Estado deve R$ 144 milhões.

O valor se refere a repasses não efetuados nos meses de fevereiro, março, abril e maio.

O dirigente também apresentou um levantamento onde 91% dos estabelecimentos hospitalares têm recursos referentes a programas para receber do Estado, 46% foram forçados a reduzir o quadro de pessoal, 43% diminuíram as internações, 44% atrasaram salários e 71% deixaram de pagar em dia os honorários médicos.

O documento foi assinado pelos presidentes da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Rio Grande do Sul, Federação dos Trabalhadores em Saúde, Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Pública e Frente Parlamentar em Defesa das Santas Casas, durante audiência pública da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa que debateu a crise de financiamento e a intervenção dos municípios em hospitais do interior do Estado, proposta pelo deputado Tarcísio Zimmermann (PT).

* Com informações da Assembleia Legislativa

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