
Fogaça exaltou o ensino marista e o líder da igreja Irmão Jose Otão, que da nome à rua rebaixada (Fotos Naira Hofmeister)
Naira Hofmeister
Após dois meses de alterações no tráfego local, o rebaixamento da rua Irmão José Otão foi concluído. Desde a semana passada já estava liberada para a circulação local, porém, apenas no sábado, com a limpeza e pintura, a via foi aberta à passagem ininterrupta de carros.
Na manhã dessa terça-feira (7), o prefeito José Fogaça e outras autoridades estiveram no local para entrega oficial da obra à comunidade. O prefeito lembrou de seu tempo de rosariense, “na longínqua década de 60” e exaltou o Irmão José Otão: “Esse nome tem uma simbologia rica e está associado à idéia de educação, de desenvolvimento ético e moral da juventude, à idéia de liberdade, de empreendimento, de realização e, portanto, a de um grande construtor de futuro”, disse.
A obra durou dois meses e custou cerca de um milhão de reais para a mantenedora da instituição. O rebaixamento foi o primeiro passo para desafogar o trânsito local nos horários de entrada e saída dos alunos, problema que há anos acaba com a paciência de quem utiliza a via para acessar o centro ou o túnel da Conceição.

Engarrafamentos são problema histórico no local
O rebaixamento é necessário para alinhar o terreno da rua com um campo de areia em frente ao colégio, onde os alunos exerciam atividades de educação física. O projeto da escola para resolver os transtornos de circulação é construir um prédio com estacionamento rotativo e área de espera para os pais. Segundo o Irmão Firmino, diretor do Rosário, a previsão e de que a nova obra inicie já no próximo semestre, e seu custo deve ser de “mais de 12 milhões de reais”.
Há controvérsias na comunidade quanto aos benefícios da nova construção. Uma moradora da rua Barros Cassal move ação na Fazenda Pública solicitando o embargo da obra. Maria Regina argumenta que a edificação irá atrapalhar a ventilação e iluminação de seu apartamento pois as paredes da construção devem chegar a cinco andares. Também existem resistências quanto à fixação do prédio no solo.
A empresa de arquitetura contratada pelos maristas planejava fazer a fundação do edifício através de tirantes, mas em alguns pontos, terá que utilizar cortinas pois alguns moradores não autorizaram a perfuração de seu terreno. “As cortinas são mais caras pois necessitam de suporte externo, enquanto os tirantes se fixam embaixo do solo dos vizinhos”, explica Irmão Firmino.

Moradores de predios vizinhos reclamam da futura obra
Fogaça, que acompanha a disputa entre moradores e o colégio, ponderou que a obra só será autorizada se “cumprir as leis ambientais do município”. Representantes da Sommer Arquitetura e do próprio Colégio Rosário, garantem que tudo está projetado de acordo com a regulamentação exigida: “Nós iremos perder muitos metros quadrados de prédio, pois o recuo permitido pelo Plano Diretor era de 3m, porém, atendendo à exigências da comunidade, o prédio ficará 5m distante dos muros vizinhos”, lembrou Irmão Firmino.

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