Um inquérito será aberto na Secretaria Municipal de Segurança para apurar a ação da Guarda Municipal, durante uma manifestação de pais e professores em frente ao Paço Municipal na última segunda-feira,12.
A informação foi dada pelo secretário Kleber Senisse durante audiência pública nesta terça-feira na Câmara Municipal. O objetivo da audiência era justamente para discutir ações da Guarda Municipal durante outros protestos e durante a Greve Geral do dia 28 de abril.
Curiosamente a reunião aconteceu um dia depois de um novo episódio: uma mãe que participava do ato, teve sua mão torcida, por um guarda municipal. O fato ocorreu já no final do ato, quando o carro do Simpa (Sindicato dos Municipários) foi cercado pela Guarda Municipal para ser guinchado, sob alegação de que estava parado em local irregular. Pais e professores tentaram impedir.
Norma Regina, de 52 anos, mãe de um aluno falou sobre o episódio na reunião. “Era um movimento pacífico, até a Guarda chegar”, relatou ela, que disse estar apoiada no carro por ter problemas na coluna, quando foi retirada pelo guarda de maneira violenta. Norma deu queixa na Polícia Civil e seguiu para o HPS onde recebeu atendimento. Um vídeo foi postado na Internet. 
Vereadores e municipários também deram sua contribuição para o debate. A greve do dia 28 de abril foi pauta no encontro. Os servidores que protestavam a frente de um prédio da Administração Municipal na Praça Montevidéu, acusam a Guarda de uma ação truculenta. “Não é um fato isolado”, criticou o municipário Ivan Martins.
Segundo ele, o estatuto da Guarda Municipal não vem sendo aplicado, se referindo a um caráter de prevenção. Martins também questionou que tipo de formação um policial municipal está recebendo.
Um vídeo em que mostra a Guarda Municipal utilizando gás de pimenta e afastando os servidores da porta do prédio com cacetadas, foi exibido a todos presentes no debate. “Queria que mostrasse eu sendo agredido”, rebateu o secretário Senisse, que aparece no vídeo.
Segundo o Comandante da Guarda, Roben Martins, os policiais do seu comando foram acionados para garantir o acesso ao prédio de outros servidores, que queriam trabalhar. Martins respondeu a alguns questionamentos. Disse que o curso de formação de um policial tem 280 horas e que a cada dois anos os policiais realizam um exame psicotécnico.
Para Roben a ação dos policias, na ocasião, foi adequada. “Conseguiram manter o equilíbrio”, avaliou o Comandante que não viu exageros no procedimento. As vereadoras Comandante Nádia (PMDB) e Mônica Leal (PP), em suas falas também se mostraram a favor da ação da Guarda durante a greve geral.
Já o vereador Professor Alex Fraga lamentou o episódio. Também alertou que durante uma outra manifestação de professores em frente a SMED (Secretaria de Educação) um guarda sacou a arma.
Senisse encerrou dizendo estar procurando soluções para a cidade. Sobre o ocorrido de segunda, disse que o veículo do Simpa ficou durante o dia todo em local proibido e recebeu uma notificação, como não saiu, foi guinchado. Quanto a agressão “vai ser aberto um inquérito”, garantiu.
Ao final da audiência, o secretário falou com outros presentes na reunião e com a mãe agredida. Pediu ao Simpa que comunique quando for ocorrer alguma manifestação para que não aconteça algo mais grave. “Eu poderia estar com 15 homens combatendo o crime ao invés de ficarem lidando com pais e professores”, afirmou Senisse no encerramento.
A Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh), proponente do encontro, informou que irá acompanhar o caso. ” Viemos ouvir as partes e procurar o entendimento”, declarou o presidente da comissão, o vereador Cassiá Carpes (PP).

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