O julgamento de Lula nesta quarta-feira, 24 de janeiro de 2018, é uma espécie de primeiro turno da eleição geral que se realiza em outubro, quando a Presidência da República e todo o poder político do país nas esferas estaduais e federais estarão em disputa.
Dos cargos eletivos no país, apenas vereadores e prefeitos não passarão pelo crivo das urnas este ano. Mesmo o terço do Senado, que não precisa de votos desta vez, estará com as barbas de molho nas urnas.
Neste julgamento, em Porto Alegre, está em jogo a candidatura do líder absoluto em todas as pesquisas de opinião nos últimos dois anos, o ex-presidente Lula.
Já condenado em primeira instância, Lula poderá ficar inelegível, enquadrado na lei da Ficha Limpa, conforme o voto de três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4a. Região, que julgam seu recurso nesta histórica sessão em Porto Alegre. Se ele for absolvido…
Ou seja: por mais “técnica” que seja a decisão dos desembargadores do TRF4, ela será “politica” por seus efeitos.
Derrubada Dilma Rousseff, empossado Michel Temer, responsabilizado o PT pela crise e pela corrupção, restou Lula com sua popularidade como o principal obstáculo ao grande ideal das forças que tomaram o poder em agosto de 2016: legitimar o golpe parlamentar pelas urnas.
Este quadro político deu sentido ao discurso do ex-presidente: está sendo perseguido porque pode ganhar as eleições.
Quando foi condenado em julho pelo Juiz Sérgio Moro, ele ficou quase sem saída: nove anos e maio de cadeia por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio… o chefe da quadrilha que assaltou a Petrobrás durante os governos petistas.
As Caravanas do Lula, que ele iniciou em outubro por bases eleitorais no Nordeste, foram sua resposta. Percorreu seis estados e depois ainda fez Minas Gerias, Espirito Santo e Rio de Janeiro.
Para não fazer campanha de um “franco candidato”, a mídia não deu cobertura às caravanas…O líder das pesquisas eleitorais percorre o interior e em muitos lugares é aclamado, mas isso não é notícia, seria propaganda de um notório candidato fora de hora. As caravanas enfrentaram muitos percalços, mas não houve cobertura.
O roteiro bem sucedido rendeu a Lula 200 horas de imagens em contato com o povo, falando a multidões, dizendo que nunca roubou uma maçã. Com as caravanas ele levou o seu julgamento para as ruas, o tribunal já não é o único protagonista nesta cena, desde então.
Julgamento é um "primeiro turno" da eleição presidencial
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