Lançada Frente contra corrupção

Diversas entidades civis participaram hoje (23) de uma audiência pública no Senado em defesa da faxina no governo feita pela Presidente Dilma Roussef. Junto com um grupo de Senadores foi lançada uma frente de “Ações contra a Corrupção e Impunidade no País”.
Entre as propostas que surgiram, destacam-se a sugestão de criação de uma comissão no Congresso para a reunião e votação de todas as matérias de combate à corrupção, financiamento público de campanhas, reconhecimento público da Lei da Ficha Limpa, revisão do processo Orçamentário, bloqueio de bens dos acusados de corrupção e redução dos cargos em comissão, entre outras.
O primeiro a levantar a voz nessa direção foi o diretor-executivo da ONG Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo. Contrário ao “loteamento da administração pública com partidos”, o que classificou como “usina de corrupção”, ele reivindicou a diminuição drástica da livre nomeação para cargos públicos.
Já Maurício Azêdo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa, reclamou de “leniência, principalmente do judiciário”, na responsabilização de autores de crimes contra a administração pública.
Durante a audiência o reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo de Sousa Júnior, propôs que os senadores realizem debate sobre o tema no espaço da universidade, para dialogar com outros segmentos.
Segunda a agência Senado, participaram do evento: Ophir Cavalcante, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); Jorge Hage Sobrinho, ministro Chefe da Controladoria-Geral da União (CGU); Dom Raymundo Damasceno Assis, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Dom Manuel João Francisco, presidente do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (Conic); José Geraldo de Sousa Júnior, reitor da Universidade de Brasília (UNB); Maurício Azedo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI); Marlon Reis e Jovita José Rosa, representantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE); Gabriel de Jesus Tedesco Wedy, presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe); Alexandre Camanho de Assis, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR); Henrique Nelson Calandra, presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB); César Bechara Nader Mattar Júnior, presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp); Claudio Weber Abramo, diretor executivo da ONG Transparência Brasil; e Bolívar Steinmetz, presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF).
A audiência pública foi realizada a partir de requerimento proposto pleo Senador Pedro Simon (PMDB-RS), principal incentivador do movimento iniciado no Senado, e pelos senadores Paulo Paim (PT-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF), Luiz Henrique (PMDB-SC), Ana Amélia (PP-RS), Eduardo Suplicy (PT-SP), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Pedro Taques (PDT-MT), Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Casildo Maldaner (PMDB-SC).

Comentários

  1. Avatar de sandro milleo krubniki
    sandro milleo krubniki

    Temos que mobilizar a populacao!passeatas!como?

  2. Avatar de ismar
    ismar

    Pensar em combater a corrupção, sem antes acabar com o corporativismo que impera nos poderes, é o mesmo que tentar enchugar gêlo!
    A população brasileira deveria mobilizar para colher assinaturas com o fin de apresentar um projeto de Lei que que viesse acabar com o VOTO SECRETO em todos os níveis de governos.
    Quem foi eleito pelo povo, para representa-lo nos três poderes constituidos, não nunca pederia fazer uso de voto secreto.
    Nas urnas o povo elege seus representantes! Não vamos as urnas para assinar cheque em branco para os eleitos.
    O voto secreto se torna uma ferramenta fortissíma para um parlamentar manobrar seu interresses pessoais.
    Para a população o discursso é um, mas no uso do anonimaro nossos representantes legais votam a favor de corporativismos, interesses pessoais e pela troca de favores e propinas.

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