
O clube terá mais duas piscinas e um estacionamento
(Foto: Divulgação/JÁ)
Helen Lopes
A Associação Leopoldina Juvenil pretende chegar em 2007 de cara nova. Anunciou a construção de um estacionamento subterrâneo, com cerca de 250 vagas, duas piscinas, uma recreativa e a outra térmica, e a elevação de três quadras de tênis, deslocamento que irá viabilizar as outras reformas.
A reivindicação é antiga. Os associados do Leopoldina Juvenil têm dificuldade de achar uma vaga nos horários de “pico” no atual estacionamento do Clube. A dúvida era como aumentar a capacidade do estacionamento sem interferir nas características arquitetônicas e urbanísticas do Clube e do bairro Moinhos de Vento.
A atual sede da ALJ, que foi construída em 1954, faz parte da história do bairro. O prédio possui influências neoclássicas. Havia a preocupação de preservar esse patrimônio e, além disso, não criar sombra para as quadras de tênis e piscina, com um edifício.
Uniu-se a essa demanda a necessidade de uma piscina coberta para abrigar a equipe de natação do Clube e outra piscina para ampliar a área de lazer. No verão, a procura pelas piscinas triplica, segundo a administração da ALJ.

Para o presidente, a proposta projeta a ALJ para o futuro
(Foto: Helen Lopes/JÁ)
O presidente do Clube, João Paulo Leal, explica que aconteceram muitos debates para conciliar as demandas ao espaço restrito. O projeto atual, desenvolvido pelas empresas Valle Arquitetos e Ronaldo Rezende Arquitetos, cria novas áreas de forma horizontal. “Essa proposta projeta o Clube para o futuro”, comemora Leal. E completa: “também pensamos no bairro porque a reforma não trará mudança urbanística significativa”. Em janeiro Leal foi reeleito para o segundo mandato à frente da ALJ.
O empreendimento, orçado em R$ 5,3 milhões, não terá financiamento, será pago pelos próprios associados. Leal garante que não haverá problemas de captação de recursos, pois os sócios entendem a urgência das reformas. As obras devem começar em agosto deste ano e, segundo o presidente, não vão comprometer mais de 12 meses.
Associados concordam
Quem chega pelo atual estacionamento é bombardeado com informações sobre as obras. Nos murais do túnel que dá acesso ao Clube, cartazes apresentam o projeto em vários ângulos. O assunto era o mais comentado nas mesas ao redor da piscina, na tarde da sexta-feira (6/01). As obras são imprescindíveis, para André Papaleo, sócio desde criança da ALJ. Na opinião dele, o empreendimento trará mais segurança, conforto e comodidade, além de criar outras opções de lazer.
Mesmo com o clima favorável às reformas, os associados pedem mais cuidado com o prédio histórico. Freqüentadora do Clube há 40 anos, Maira Brener alerta para problemas de infiltração e manutenção deficiente nessa parte da sede. “O estacionamento é uma necessidade, mas antes de construir piscinas, penso que Clube deveria cuidar melhor do que já existe”.
O presidente afirmou que umas de suas metas é iniciar a revitalização do prédio principal, que abriga o Salão Leopoldina, o mais nobre do Clube. Ele admite que a área necessita de reparos e ajustes, para incentivar a utilização dos espaços.

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