Helen Lopes
O livro “Diário de Notícias – O Romance de um Jornal”, do jornalista Celito de Grandi busca preencher uma lacuna na história da imprensa gaúcha ao retratar a trajetória da publicação, que circulou durante 55 anos, e do seu diretor, o jornalista Ernesto Corrêa. “Não havia nenhuma publicação sobre esse veículo de importância fundamental”, destaca o autor. A obra, que será lançada no dia 10, a partir das 18h30min, pela L&M Editores, no Solar dos Câmara, surgiu da cobrança dos colegas: “A idéia é antiga, muitos dos colaboradores do Diário de Notícias me cobraram este livro”.
O jornal Diário de Notícias pertencia ao grupo Diários Associados de Assis Chateaubriand, maior conglomerado de comunicação dos anos 50 e 60 no Brasil. Na época, os jornais mais expressivos do estado eram o Correio do Povo e o Diário. Segundo o autor, que é atualmente coordenador da assessoria de comunicação do Governo do Estado, o Correio caracterizava-se por sua solidez econômica e uma linha editorial sóbria e conservadora e o Diário, quase sempre com problemas financeiros, para se contrapor ao Correio, era mais ágil, audacioso, sempre inovador, em termos gráficos e editoriais. Os fatos relevantes acompanhados pelo jornal vão desde a revolução de 30 até o movimento militar de 64 que derrubou João Goulart, passando pelo suicídio de Getúlio Vargas e a Legalidade.
Na obra, De Grandi também relembra a trajetória de vida do diretor do jornal Ernesto Corrêa. Corrêa, além de influente jornalista da época, foi um dos fundadores do Curso de Comunicação Social da UFRGS.

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