
Seu Miguel Cecílio Neto, dono da tradicional Lotérica Bom Fim, trocou o balcão pela calçada e enquanto os atendentes cuidam da sorte dos clientes ele trata de cuidar da segurança da loja. Só em maio a lotérica já foi assaltada duas vezes – na mesma semana.
A preocupação com a segurança o levou a mudar até o horário de atendimento da loja, que agora funciona das 8h às 18h (antes o expediente era das 7h às 20h). “Estou há trinta anos aqui, mas não dá mais. Mais um assalto e vou ter que trocar de ponto”, afirma.
Ele conta que teve um dia em que viu seis assaltos na região. “A coisa tá tão feia que a farmácia do Sesi fechou pra não abrir mais”, lembra, ao apontar a drogaria com as grades abaixadas em frente ao HPS.
Os lojistas da esquina da Osvaldo Aranha com a Ramiro Barcellos, velha conhecida dos moradores do Bom Fim pela insegurança, requisitaram várias vezes o aumento do policiamento na área. No entanto, os pedidos não tiveram resultado.
“Eles dizem que não tem o que fazer”, reclama Miguel. “Nós gostaríamos que tivesse alguém passando por aqui de vez enquando, nem que fosse só na hora de abrir e fechar.”

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