Há dois anos em campos opostos, a Força Sindical e a Central Única dos Trabalhadores, as duas maiores centrais sindicais do país, estarão no mesmo palanque, junto com outras cinco entidades, neste primeiro de maio.
Elas realizam o primeiro ato unificado de comemoração do Dia do Trabalho, em Curitiba, onde o ex-presidente Lula está preso desde o último dia 7.
Pela primeira vez o ato principal das centrais não é em São Paulo.
As celebrações em São Paulo, tradicional reduto dos sindicatos, continuarão separadas.
A cisão entre as duas maiores centrais se aprofundou em 2016, quando a Força Sindical fez campanha a favor do impeachment de Dilma.
A CUT alinhou-se com as forças que defendiam a ex-presidente.
Os projetos de Temer para reforma trabalhista e da previdência, reaproximaram os dois grupos.
Junto com as outras centrais sindicais, como a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Central de Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CTB), formaram uma frente contra as reformas.
Apesar da diferenças ideológicas que persistem, todos defendem a liberdade para o ex-presidente Lula. Presidenciáveis como Guilherme Boulos e Manuela D’Ávila também devem marcar presença, além de outras lideranças do PT.
Caravanas de todo o país estão chegando a Curitiba para o ato do primeiro de maio.
O ato de Curitiba terá como mote “Em Defesa dos Direitos e por Lula Livre”.
As centrais presentes são: CUT, Força Sindical, CTB, NCST, UGT, CSB e Intersindical. Além dos presidentes das sete centrais participam do ato representantes de movimentos sociais como MST, MTST, UNE e Central de Movimentos Populares, entre outros integrados pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo.
O ato começa a partir das 14h na Praça Santos Andrade (Praça da Democracia), no centro histórico de Curitiba terá um forte ingrediente cultural, com apresentação de artistas conhecidos por ser posicionamento em defesa da democracia, como Beth Carvalho, Ana Cañas, Maria Gadu, o rapper Renegado e muitos artistas locais.

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