Porto Alegre perdeu uma das suas mais ilustres cidadãs. Magda Renner morreu na madrugada de segunda para terça-feira (11/10), aos 90 anos.
Tinha 48 anos quando começou a militar na Ação Democrática Feminina, fundada no dia 13 de março de 1964, poucos dias antes do golpe militar, para ” promover a cidadania através de programas educativos e projetos sociais, dirigidos à mulher”.
Chocava a atitude daquela senhora da elite local nas vilas discutindo controle da natalidade e nos jornais condenando a Nestlé por induzir às mães a não amamentar seus bebês.
A grande mudança, no entanto, ocorreria em 1972, quando assistiu a uma palestra de José Lutzenberger, que havia recém fundado a Associação Gaúcha de Proteção Ambiental, a Agapan, e falava de um desafio maior do que todos – estancar a degradação do meio ambiente.
A ADFG voltou-se fortemente à luta ambiental criticando as políticas de desenvolvimento adotadas sem sustentação ecológica ou social. A partir dali, passou a outra metade da vida militando pelo que hoje se chama desenvolvimento sustentável, numa época que não se usava nem o termo ecologia.
Promoveu o primeiro projeto de separação do lixo em Porto Alegre e passou a atuar em foros internacionais contra a pobreza e a favor das questões ambientais. Poliglota, o escritório da ADFG em Porto Alegre transformou-se em centro de articulação mundial.
Com Giselda Castro como vice-presidente, a ADFG aderiu aos Amigos da Terra Internacional (FOE). Durante a Constituinte de 1987/1988, Magda participou de diversos colegiados – entre as causas, a luta contra os agrotóxicos (até então chamados de “defensivos agrícolas”) e a criação da legislação estadual, entre 1982 e 1984.
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