A manifestação contra o impeachment de Dilma Rousseff partiu do centro de Porto Alegre às 19 horas, seguiu pela avenida João Pessoa, onde surgiram os primeiros distúrbios, quando um grupo atacou o diretório municipal do PMDB. A cortina de ferro foi arrombada e o grupo entrou na sede do partido e quebrou janelas.
Houve tentativa de atear fogo usando um contêiner de lixo, que foi empurrado para o corredor da sede. Os bombeiros foram chamados e o fogo apagado assim que o grupo se dispersou.
Houve intervenção do choque com bombas de gás lacrimogêneo.
Dirigindo-se para a avenida Ipiranga, milhares de manifestantes ( Jornal da Globo estimou em 20 mil), ao chegar na altura da Érico Veríssimo, onde fica a sede da RBS, defrontaram-se com outras forças do batalhão de choque da BM.
Manifestantes de um lado da avenida, na frente do colégio Protásio Alvos gritavam: “RBS golpita, RBS golpista”. Queimaram pneus e os mais exaltados jogaram pedras e garrafas, pelotões policiais protegidos por escudo responderam com bombas de gás lacrimogêneo. Pelo menos cinco bombas foram lançadas, segundo a Rádio Gaúcha.
Por volta das 20h30min, a maioria dos manifestantes começou a dispersar, restando um grupo de umas 50 pessoas, gritando as palavras de ordem, contra o grupo de comunicação. Os demais se reorganizaram e retornaram pela avenida Lima e Silva em direção ao Largo Zumbi dos Palmares.
Festa no Parcão
Houve também comemoração pelo impeachment de Dilma Rousseff em diversas cidades. Em Porto Alegre, os manifestantes vestindo verde e amarelo, munidos de cornetas e fogos, se concentraram no parque Moinho de Ventos. A Banda Loka Liberal cantou paródias contra Lula e o PT.
Iniciada por volta de 18h, a manifestação era saudada com buzinaços pelos motoristas que passavam no local. Antes das 21h, poucos permaneciam no local. Ninguém saudou o novo presidente Michel Temer.
Manifestações em São Paulo
(Da agência Brasil) Manifestação contra a ex-presidenta Dilma Roussef e contra o PT ocorre na Avenida Paulista em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A via está bloqueada pelos manifestantes, que comemoram o impeachment.
Às 18h40, houve confusão entre pessoas contra e a favor do impeachment no local. Um grupo começou a gritar xingamentos contra o PT. A polícia interveio e a confusão foi dispersada.
Dois bonecos foram inflados neste momento, um representando Dilma e outro Renan Calheiros.
O Movimento Brasil Livre (MBL), um dos grupos que apoiou o impeachment da presidenta Dilma Roussef e que participa de um ato hoje na Avenida Paulista, defendeu as reformas pretendidas pelo presidente Michel Temer, tanto na previdência quanto a trabalhista.
“O MBL vai lutar agora pelas reformas necessárias, a reforma da previdência, a reforma política e até mesmo a reforma trabalhista”, disse Fernando Holiday, coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL). “Nós vamos procurar pautar esse governo [Temer] com as reformas liberais que nós consideramos as ideais”.
Holiday disse que o ato em frente à Fiesp é uma comemoração devido ao impeachment da presidenta Dilma Roussef, que, segundo ele, foi a pauta de diversos movimentos de rua ao longo dos últimos dois anos
A Polícia Militar fez um cordão de isolamento entre o quarteirão onde estão os manifestantes pró-impeachment e o quarteirão onde ocorre manifestação contra o impedimento de Dilma. Dois carros da tropa de choque também ajudam no bloqueio.
Movimentos sociais, estudantis e coletivos feministas fizeram manifestação em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) protestando contra o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff e pedindo a saída do presidente da República, Michel Temer.
O protesto, convocado pela internet pelo coletivo Democracia Corintiana, ocupava às 19h30 todas as oito faixas da Avenida Paulista em frente ao museu.
Por volta das 18h30, manifestantes de outro protesto que ocorria na Praça do Ciclista, também na Avenida Paulista, convocada pelo grupo Levante Popular, juntaram-se à que ocorria no Masp.
No início da noite a polícia teve que intervir com bombas de gás para conter os manifestantes que queriam sair do trajeto pré-estabelecido. Não houve feridos.
Manifestações contre o impeachment de Dilma ocorreram no Rio, Recife e em outras capitais. Não se tem notícia de incidente grave até o momento.

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