As manifestações contra o presidente Michel Temer, que vinham perdendo força, ganharam novo ânimo devido às novas reformas (trabalhista e da Previdência) anunciadas pelo governo.
Ao longo da quarta-feira, 23 capitais registraram manifestações contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que define a reforma da Previdência. Mas não foi só isso. Cada discurso vindo dos auto-falantes era seguido de “Fora Temer”. São Paulo e Rio de Janeiro concentraram o maior número de participantes.
Em São Paulo, algumas estimativas falaram em até 300 mil pessoas no início da noite na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, seriam pelo menos 100 mil na Candelária. Manifestações foram realizadas em todas as regiões da capital fluminense, somando aproximadamente 300 mil, segundo balanços parciais dos organizadores.
Marcha leva milhares contra Temer em Porto Alegre
As diversas manifestações ao longo do dia contra as reformas trabalhistas e da previdência culminaram em um grande ato na região central de Porto Alegre. A manifestação, organizada pelas centrais sindicais e movimentos sociais, começou a se reunir a partir das 18h na Esquina Democrática e contou a presença de milhares de pessoas.
Era grande a presença de sindicatos, movimentos estudantis e sociais, partidários do PT, PSTU e PCdoB, da marcha que partiu as 19h pela Av. Borges de Medeiros quando ocupou as duas faixas da via em direção ao Largo Zumbi dos Palmares.

Durante o trajeto diversos cantos contra Temer e suas reformas como “Fica previdência, sai Temer” seguidos de “Fora Temer, fora Temer”. Atrás do primeiro caminhão a juventude cantava “Não tem arrego, você tira a previdência eu tiro o seu sossego”.
A organização do evento, através do presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, falou em 18 mil participantes. A Brigada estimou bem menos. “Dois mil e quinhentos manifestantes” afirmou o Tenente Coronel Amorim que a média distância acompanhava a manifestação quando esta já se encontrava entre a Avenida Loureiro da Silva com a Rua José do Patrocínio já em sua dispersão.
A BM dispensou para o ato um carro do Choque, 12 soldados a cavalo, duas viaturas e alguns motoqueiros que acompanharam o protesto. Não houve conflito. Às 20h30 o ato já havia terminado.


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