A Policia Militar de São Paulo não conseguiu até agora obter um entendimento entre as entidades que planejam manifestações na quarta-feira, quando o ex-presidente Lula será julgado no TRF4 em Porto Alegre.
De um lado estão os representantes da Frente Brasil Popular, defensores de Lula, que querem ocupar a avenida Paulista para acompanhar num telão o julgamento que começa às 8h30min.
De outro lado estão o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Revoltados On Line, que pedem a prisão de Lula e também reivindicam ocupar a avenida, no coração financeiro da capital paulista, desde as 9 horas da manhã até às 20 horas.
Em comunicado divulgado à imprensa, a Frente Brasil Popular diz que as entidades que a compõem “não abrirão mão da caminhada democrática na tradicional avenida”. Segundo integrantes que participaram da reunião, a Polícia Militar teria sugerido realizar os dois atos na Paulista, um em frente ao Museu de Artes de São Paulo (Masp) e outro em frente ao prédio da Fiesp.
A estratégia já foi utilizada em outros casos: após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, entidades da Frente Brasil Popular protestavam contra o governo interino de Michel Temer enquanto militantes do MBL e outras entidades comemoravam a saída do PT do Palácio do Planalto.
Agora, no entanto, os grupos não chegaram a um acordo nas primeiras negociações.
Marcello Reis, do Revoltados On Line, diz que o grupo planeja levar quatro bonecos infláveis de Lula para a avenida, os chamados “pixulecos”, e uma faixa pedindo a prisão do ex-presidente.
— Se a CUT for para a Paulista, a confusão estará decretada, diz Reis.
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Manifestantes pró e contra Lula disputam a avenida Paulista
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