Manuela candidata: "É preciso radicalizar a democracia para garantir as eleições"

A deputada estadual Manuela Dávila ( PCdoB) foi lançada oficialmente  pré-candidata a presidente da República na festa  que comemorou os 96 anos do Partido Comunista do Brasil, no utimo sábado, em Porto Alegre.
O evento que reuniu cerca de 800 pessoas na sede da Federação dos Trabalhadores em Instituições Financeiras ( Fetrafi), aconteceu sábado (24), as 10 horas . Na mesma data foi confirmada a pré-candidatura de Abigail  Pereira ao governo gaúcho.
: “É preciso radicalizar a democracia para vencer o golpe e ocupar o poder; do contrário, não conseguiremos vencer a elite entreguista”, afirmou Manuela em seu discurso, ressaltando a possibilidade de não haver eleições em 2018 porque, segundo ela,  “os golpistas não reúnem condições de vencer as eleições, por isso querem ir para o tapetão”.
Lembrando a “necessidade de uma frente ampla e popular em defesa do Brasil”, Manuela referiu-se a aliança entre PCdoB e PT. “Somos aliados porque trilhamos juntos a luta pela emancipação do nosso povo”, disse, lembrando que, ainda que os partidos possam ter candidaturas distintas, trata-se de uma “aliança indissolúvel”.
A pré-candidata homenageou políticos gaúchos que lutaram pelos direitos do povo — como Sepé Tiarajú, Luis Carlos Prestes, Getúlio Vargas, Leonel Brizola, Jango, João Carlos Haas Sobrinho, entre outros —  como contraponto às manifestações  registradas em algumas cidades do estado durante a passagem da caravana do ex-presidente Lula nesta semana.  Ela acentuou em sua fala que para ela e o PCdoB, a luta em defesa da democracia hoje passa pelo direito de Lula ser candidato.
Lembrou também que “o golpe é marcado pela misoginia e o machismo”, e não foi apenas para tirar a presidenta Dilma Rousseff  num processo de impeachment sem crime, mas “um ato continuado, como um sequestro, do qual fazem parte as reformas trabalhista e da Previdência, a Emenda Constitucional 95, a entrega do pré-sal aos interesses estrangeiros, a venda de empresas públicas estratégicas, como a Eletrobrás e a Embraer, a violência extrema e o Estado policialesco que arranca pessoas de suas casas em reintegrações de posse que acontecem numa velocidade avassaladora, entre outros muitos ataques aos direitos sociais, à soberania e à nação.
Manuela Dávila é o terceiro nome lançado à Presidência nos 96 anos de história do PCdoB; o primeiro, foi o operário carioca Minervino Oliveira, em 1930; e  o segundo, o engenheiro gaúcho Iedo Fiúza, em 1945.
O ato contou ainda com a participação da direção do partido, do representante do PT deputado federal Pepe Vargas, da senadora  do Amazonas Vanessa Graziotim e a presidente nacional do PCdo B deputada Luciana Santos, de Pernambuco. Além de dezenas de lideranças de entidades sindicais e movimentos sociais.
 

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