Manuela diz que PC do B abrirá novas negociações para eleições municipais

A deputada estadual do PC do B, Manuela D’Ávila postou nesta quarta-feira, em seu perfil político no facebook um texto de 4 parágrafos sobre as eleições municipais que ocorrerão em outubro.
Favorita nas últimas pesquisas, a parlamentar anunciou no início do ano que está fora da corrida ao Paço Municipal, em virtude da filha recém nascida. Em seu post, porém, ela admitiu que “para nós do PCdoB, a bola deve ser colocada no meio do campo e uma nova rodada de conversas sobre eleições deve ser estabelecida”.
Procurada pela reportagem do Jornal Já, a assessoria da parlamentar negou que isso sinalizasse uma volta atrás na decisão. Manuela não concorrerá, isto é certo, segundo o gabinete. O que não é certo é o futuro do PC do B no pleito.
Principal aliado do PT a nível nacional e estadual, o partido conversará com outros partidos para uma possível aliança. O Presidente municipal da sigla, Márcio Cabral, admite a nova postura. “Vamos conversar com PT, PDT e PTB” afirmou.
Uma candidatura própria não está descartada. Os nomes principais seriam Jussara Cony, vereadora e Titi Alvarez, suplente de vereador.
O partido busca uma representação sólida e afirmativa de uma política de “centro esquerda”. O fato de 2012 o PT ter preterido uma aliança indicando o vice de Manuela também é fator para que o partido não apoie a candidatura de Raul Pont este ano.
Confira abaixo a íntegra o comunicado de Manuela:
Sobre Porto Alegre e as eleições municipais
Desde que anunciei minha não candidatura à prefeitura de Porto Alegre, especulações surgiram sobre os rumos do PCdoB nas eleições municipais. De lá pra cá, mudanças significativas aconteceram na política nacional. Se a política sempre muda, dessa vez mudou com uma intensidade e profundidade ainda maior e, portanto, tentar construir eleições como em 2012 ou 2008 é um grande equívoco. A crise política aguda, o processo de impeachemeant da Presidente Dilma, o crescimento de setores ultra conservadores, moralistas e ultra liberais, tornam ainda mais necessária a unidade dos setores democráticos e progressistas. Seja pela resistência ao golpe em curso, seja pela agenda de retirada de direitos de Temer e seus aliados.
Por isso, para nós do PCdoB, a bola deve ser colocada no meio do campo e uma nova rodada de conversas sobre eleições deve ser estabelecida, de acordo com a nova realidade, envolvendo os setores mobilizados de nossa sociedade que, em Porto Alegre, tem construído linda resistência e os partidos comprometidos com as transformações sociais, com a luta dos trabalhadores, dos negros e negras, das mulheres, da população LGBT, da juventude. Reproduzir um formato de candidaturas pré- determinadas, de divisão e disputa, não contribui para enfrentarmos as ameaças à democracia.
O novo momento da política brasileira deve ser construído com mais protagonismo das pessoas: Porto Alegre pulsa mobilização social e os nossos partidos devem estar a serviço disso, acima de disputa menores.

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