Marcha "Fora Temer" no dia em que Dilma voltou para casa

Todo o final de tarde tem sido a mesma coisa: desde o dia 31 de agosto, quando o Senado cassou o mandato de Dilma Rousseff, as manifestações pelo “Fora Temer” e “Diretas JÁ” no  início da noite no Centro Histórico de Porto Alegre.
Nesta terça-feira (6), em que Dilma deixou o Palácio da Alvorada, em Brasília, e voltou para a sua casa na zona Sul de Porto Alegre, o número de manifestantes aumentou.
Depois de se reunirem na Esquina Democrática, subiram pela avenida Borges, passando ao lado do Centro Administrativo do Estado, e seguiram em direção à à Ipiranga, que estava bloqueada. Perceberam e, para evitar confronto, tomaram a rua João Alfredo.
As convocações vem sendo feitas em nome da Frente de Luta contra o Golpe, que

A cavalaria seguiu a manifestação de longe
A cavalaria seguiu a manifestação

abriga diversos grupos, ligados a partidos políticos ou a movimentos sociais suprapartidários.
A polícia acompanhou de longe, com um helicóptero que sobrevoou o centro o tempo todo, com viaturas, soldados a pé e até parte da cavalaria.
A manifestação de ontem seguiu pacífica, mas logo depois houve um momento de tensão na Cidade Baixa. Foi quando a marcha já havia acabado que começou a confusão. Não mais de 50 pessoas, destoando do clima geral, derrubaram contêineres de lixo e puseram fogo em alguns, na esquina da Loureiro da Silva com a Lima e Silva e nos arredores.
Moradores dos prédios se dividiram, protestaram contra a arruaça, alguém jugou um ovo do alto, discussões entre gente que tentava desvirar os contêineres na rua e gente revoltada com o barulho, nas janelas dos prédios residenciais.
O tenente-coronel Mário Ikeda, comandante do policiamento da Capital, foi pessoalmente liderar os policiais e abrir caminho para o caminhão do Corpo de Bombeiros que viera apagar o fogo nos contêineres. “Atiraram pedras”, justificou Ikeda a um repórter.
Na praça Marquesa de Sevigné, onde funciona um trailler de lanches, dezenas de jovens ali reunidos entoaram um “Fora Temer” que acabou como um simples “Foraaaaaa”, e o grupo de civis foi avançando em direção ao grupo de policiais, até que se se retiraram, logo que os bombeiros acabaram o serviço.

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