A drenagem do arroio Areia, na zona Norte de Porto Alegre, anunciada pelo prefeito Nelson Marchezan na terça-feira (22) rendeu manchetes em pelo menos duas oportunidades durante a gestão de José Fortunati.
Em julho de 2015, Fortunati apresentou “o maior projeto de drenagem da história de Porto Alegre” – um conjunto de obras que contaria com R$ 237 milhões do PAC para evitar as enchentes em 19 bairros cortados pelos arroios Areia (14 bairros) e Moinhos (5 bairros), nas zonas norte e leste da cidade.
Fortunati anunciou, na época, a abertura da licitação para as obras e previu sua conclusão em quatro anos e meio, a partir de março de 2016.
Em 23 de dezembro de 2016, Fortunati convocou a imprensa novamente para a assinatura do contrato, que seria encaminhado ao ministério das Cidades para a liberação dos recursos. O início foi previsto para o “primeiro semestre de 2017”.
Agora, o prefeito Nelson Marchezan, após audiência com o ministro das cidades, Bruno Araújo (um dos ministros do PSDB no governo Temer), anunciou que “a obra foi destravada em Brasilia” e que na sexta-feira, 25, Araújo estará em Porto Alegre “para assinar a autorização de início dos projetos e execução de obras da Bacia Hidrográfica do Arroio Areia”.
Com recursos a fundo perdido do governo federal, serão investido R$ 100 milhões para projetos e obras de implantação de sete mil metros de galerias pluviais, ampliando o sistema de macrodrenagem e evitando os constantes alagamentos existentes na região.
“São recursos importantes, porque são a fundo perdido, são recursos do Tesouro Nacional, e são para enfrentar uma situação constrangedora para os habitantes desses 14 bairros que sofrem com os alagamentos”, disse o prefeito.
Também está prevista a construção de sete bacias de amortecimentos de cheias (grandes reservatórios que contém a água da chuva, evitando alagamentos) e a reforma e ampliação da casa de bombas Sílvio Brum, localizada na avenida Sertório.
Atualmente, esta casa de bombas funciona com menos da metade de sua capacidade e apresenta problemas nas comportas (em caso de elevação do Guaíba, ocorre retorno de água por vazamentos) com riscos de acidentes.
As obras ajudarão a eliminar pontos históricos de alagamentos em Porto Alegre, como na Nilo Peçanha com Teixeira Mendes e nas proximidades da Avenida Sertório.
“Temos assistido ao longo do tempo o grande dano que alagamentos provocam nessas regiões. Os recursos necessários estão garantidos e podemos avançar bastante nessa obra”, diz o ministro Bruno Araújo.
A obra vai atender 14 bairros
Boa Vista, Chácara das Pedras, Cristo Redentor, Higienópolis, Jardim São Pedro, Jardim Floresta, Jardim Carvalho, Passo D’Areia, Santa Maria Goretti, São João, Três Figueiras, Vila Ipiranga, Bom Jesus e Vila Jardim.
Ruas e avenidas que receberão intervenções
Ruas Ibirapuitã, Marechal José Inácio da Silva, Cel. Feijó, Sapé, Roque Callage e avenidas do Forte, Sertório, Plínio Brasil Milano, Carneiro da Fontoura, Visconde de Pelotas, Anita Garibaldi, General Emílio Lúcio Esteves, Teixeira Mendes, Nilo Peçanha e Assis Brasil.
As praças onde serão feitas as bacias de contenção
1 – Praça Lopes Trovão – capacidade de armazenamento de 4.860m³.
2 – Praça Luis Blessman – capacidade de armazenamento de 7.020m³.
3 – Country Club – capacidade de armazenamento de 26.000m³.
4 – Praça Irani Bertelli – capacidade de armazenamento de 4.600m³.
5 – Praça Fortunato Pimentel – capacidade de armazenamento de 8.190m³.
6 – Reservatório rua Mal. Simeão – capacidade de armazenamento de 3.400m³.
7 – Reservatório rua Gal. Couto De Magalhães – capacidade de armazenamento de 3.360m³.

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