Na prefeitura ninguém confirma oficialmente, mas fontes ligadas ao Executivo garantiram ao JÁ que o prefeito Nelson Marchezan vai mexer no reajuste das tarifas do transporte público de Porto Alegre. “Isso é o que está combinado”, disse um desses interlocutores.
As empresas pediram um valor alto (R$4,26), a EPTC enviou ao Conselho um valor menor (R$4,05), ainda acima da inflação.
Agora, com o aumento aprovado pelo Conselho, que acatou os R$ 4,05 propostos pela EPTC, o prefeito Nelson Marchezan entra em cena.
Em vez de sancionar o aumento, ele corta pela metade a isenção da segunda passagem e fixa em R$ 3,95 o valor da tarifa.
Marchezan pode fazer isso com um decreto, já que a gratuidade da segunda passagem decorre de um ato do executivo.
Essa mudança permitiria às empresas obterem um ganho maior (45 centavos em vez dos 30 centavos concedidos com a tarifa de R$ 4,05), com impacto menor (de 20 centavos) no bolso da grande maioria dos usuários do transporte público da capital.
As indicações desse caminho são consistentes.
Desde que se iniciou a discussão da passagem, a Prefeitura fez uma pesquisa, com um aplicativo em que o cidadão pode simular o preço da passagem colocando e retirando alguns itens que compõe a tarifa do ônibus. Entre esses itens estão as isenções.
Pelo aplicativo, se vê que a retirada da gratuidade total da segunda passagem representaria 51 centavos sobre o valor da tarifa, sendo o maior entre todas as isenções. Um corte de 50% no benefício, renderia 25 centavos em cada passagem.
O prefeito já afirmou em entrevistas que 64% dos que utilizam a segunda passagem o fazem através do VT (vale-transporte) que é pago pelas empresas, ou seja apenas 4% pagam de fato esta tarifa.
Nesta terça-feira a Prefeitura divulgou parte dos resultados da pesquisa on-line.
Consta que 55% dos que responderam querem algum tipo de alteração na segunda passagem, enquanto 45% querem que ela continue de graça.
Confira abaixo os resultados divulgado pela Prefeitura :

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