Durante a entrevista coletiva o prefeito Nelson Marchezan Júnior destacou os pontos que considera cruciais para o quadro de crise que vivem as finanças de Porto Alegre.
Os dados que apresentou mostram que o crescimento médio da receita nos últimos anos foi de 6,9% enquanto o das despesas foi de 9,5%. Para este ano a projeção de crescimento da receita é ainda menor, de 4,4% enquanto a da despesa é de 12%. “As consequências não são só no orçamento e sim a falta na qualidade dos serviços prestados” destacou o prefeito.
Para conter a crise Marchezan anunciou as seguintes novas medidas para os próximos dias:
* Definição de prioridades e racionalização e eventos
* Contingenciamento do orçamento
* Criação do Cadastro de Inadimplentes Municipal (Cadin)
*Redução de Locações de Imóveis com utilização de próprios
* Recadastramento dos servidores públicos ativos e inativos
* Redução nos repasses à EPTC e CARRIS
* Gestão e prestação de contas dos convênios municipais
* Metas para incremento das receitas próprias
* Inclusão dos devedores de tributos nos cadastros de devedores
* REFIS dos tributos municipais
*Ampliação do combate à sonegação
* Aumento da Cobrança da dívida ativa
*Busca de novas fontes de financiamento (PPPs)
Não foi explicado especificamente nem de que forma seriam feitas essas medidas, nem o tamanho do corte anunciados nas empresas públicas como EPTC e CARRIS. Segundo o prefeito tudo será apresentado após uma análise mais profunda da Fazenda. Marchezan também destacou que a ação direta da Prefeitura mexe com apenas 30% da receita e que outras ações devem ser feitas.
Para isso, um conjunto de projeto, que prometem interferência no orçamento e nas finanças, será enviado ainda dentro dos primeiros cem dias de governo, para a Câmara de Vereadores. Venda de espaços públicos e medidas impopulares não foram descartadas, ainda que não divulgadas publicamente durante a coletiva.
Ao final da coletiva, Marchezan respondeu às perguntas da imprensa. Repetiu que atrasará salários. Sobre novas obras foi enfático: “somente aquelas que já tem recursos alocados”.

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