FELIPE UHR
Ao final da manifestação um dos organizadores falou em 30 mil pessoas, a Brigada não fez estimativas. Com certeza, eram mais de 15 mil de pessoas, a maioria jovens, que marcharam na noite desta quinta-feira pelo centro de Porto Alegre contra o governo Temer.
O ato começou, na esquina democrática. Aos poucos de todos os lados manifestantes iam chegando. Faixas e bandeiras dos movimentos jovens como Levante Popular da Juventude, Brasil Popular entre outros começaram a caracterizar o ambiente.
Os cantos contra o presidente interino começaram antes mesmo do deslocamento. Um pouco antes das 19h os manifestantes começaram a caminhar.
Uma grande faixa com os dizeres “Fora Temer” e “Cunha na Cadeia” era levada na frente. Atrás caixões com os escritos “SUS” “Fies” “Cultura” “Direito das mulheres” eram carregados junto a bonecos de Temer, Cunha e Sartori.
O primeiro ponto foi a praça da Matriz. Em frente do Palácio do Governo e Assembleia Legislativa, bonecos de Temer, Sartori e Cunha foram queimados.
Logo após o grupo deu uma volta na Praça da Matriz formando um verdadeiro cordão humano ao redor de toda a Matriz. O rumo seguinte foi a avenida João Pessoa. Somente ali se teve uma ideia da quantidade grande de gente que participava do protesto.
Grupos de apoio à cultura, a ocupação, aos artistas de rua, aos direitos das mulheres, todos eles presentes no ato. “Vem pra rua vem, é contra o Temer” ou “Temer, ladrão, teu lugar é na prisão” eram os dizeres mais cantados.
O protesto acabou no Largo Zumbi dos Palmares. Ás 20h30 horário que o manifesto chegou no local, foi negociada mais meia hora para que todos ainda ocupassem a avenida Loureiro da Silva sem intervenção da Brigada. Mas o bloqueio só aconteceu por volta das 22h, quando já não havia mais ninguém.
O ato foi tranquilo, e sem maiores incidentes. Um pequeno grupo persistiu depois que a grande maioria já havia dispersado, e até tentou um confronto sem sucesso já que de longe a Brigada observava tudo sem dar bola. Durante o trajeto lixeiras, postes e muros foram pichados por manifestantes encapuzados, assim como a sede estadual do PMDB, localizado na avenida João Pessoa.
Ao final do protesto, o Tentene Coronel da Brigada, Mário Ikeda classificou o manifesto como pacífico.

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