O censo da população de rua 2016 realizado pela UFRGS apontou que o número de pessoas adultas que moram nos logradouros de Porto Alegre cresceu 75% nos últimos oito anos.
Cresce o número de pessoas e os serviços públicos atuais já não comportam mais o atendimento: os leitos em abrigos e albergues conseguem receber apenas ⅓ desta população.
Foi pensando nisso que a Rede Minha Porto Alegre criou o No Caminho do Bem. Através do site www.nocaminhodobem.minhaportoalegre.org.br, a Rede oferece um mapa de locais com iniciativas voltadas para a população de rua em Porto Alegre: serviços de alimentação, centros de atendimento social, programas culturais, pontos de coleta de roupas… Quaisquer lugares que tenham como objetivo melhorar a vida dessas pessoas.
No site, interessadas e interessados em se voluntariar em uma das ações do mapa podem fazer seus cadastros para ofertar mão de obra solidária.
Com o No Caminho do Bem, a população de rua poderá ser direcionada aos serviços mapeados e também poderá dar feedback dos serviços e sugerir outros.
Carolina Soares, diretora da Minha Porto Alegre, explica: “Tem muita gente que quer ajudar – ainda mais no inverno, mas não sabe como e nem onde. Assim conseguimos conectar voluntários a ações que já existem, informar a galera que vive na rua e nos articularmos para que haja cada vez mais atendimento e políticas públicas de qualidade voltadas pra essa população.”
No Caminho do Bem foi pensado juntamente com as pessoas que vivem na rua, com o Projeto de Extensão da UFRGS e outras iniciativas, e acabou englobando o recentemente criado Mapa da Solidariedade, para que os pontos de coletas também possam ser facilmente identificados.
A Minha Porto Alegre é uma rede de pessoas conectadas na construção de um processo mais participativo das tomadas de decisão de interesse público da cidade. Por meio de mobilizações e fomento a comunidades de ação, utilizando tecnologias sociais e digitais de maneira estratégica, criativa e humana.
A Rede Nossas Cidades é feita de cidades mobilizadas que já atuam desde 2011 no Rio de Janeiro e desde 2014 em São Paulo. Usando novas tecnologias e novas linguagens, conectam cidadãos que queiram participar mais das decisões sobre o futuro das suas cidades. Somos mais de meio milhão de brasileiras e brasileiros que agem por suas cidades.

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