Morte, tiros, incêndio e invasão na reta final da campanha

Faltando duas semanas para o segundo turno das eleições em Porto Alegre, a campanha eleitoral começa a ser marcada por fatos chocantes.
A morte de um dos coordenadores da campanha de Sebastião Melo, Plinio Zalewski, na tarde desta segunda-feira é o mais recente deles. O corpo de Plinio foi encontrado no banheiro da sede do partido.
Até o momento, a causa da morte não foi revelada. Sua esposa havia registrado uma ocorrência sobre seu desaparecimento na noite deste domingo. No último contato com a esposa, na tarde de domingo, ele teria informado que almoçaria em casa, mas não apareceu.
Na madrugada desta segunda-feira, 17, outros dois fatos, dignos de uma disputa entre facções criminosas, foram registrados em Porto Alegre. O comitê de campanha do candidato Nelson Marchezan Junior foi alvo de disparos.
Um automóvel Focus, de cor prata e placas de Ijuí, passou pelo local, na esquina das avenidas Ipiranga e Azenha. Segundo o vigia do comitê, foram dois ataques: um em torno da meia noite, quando foram disparados dois tiros, e outro, em torno da 1h30, quando foram ouvidos cerca de dez disparos.
Na mesma noite, um incêndio criminoso destruiu um armário com documentos na sede do DEP (Departamento de Esgotos Pluviais). Os documentos estavam na sala da Procuradoria Jurídica.
No local foi encontrado um galão de querosene. O departamento está sendo investigado por pagamentos irregulares feitos a empresas terceirizadas por serviços que não eram realizados.
No sábado, a polêmica foi a suposta invasão da sede do PMDB por integrantes da campanha de Marchezan, no momento em que se realizava uma averiguação judicial por ordem do juiz eleitoral Roberto Carvalho Fraga, da 113ª Zona Eleitoral.
A solicitação partiu da equipe de Marchezan, que alegou não ter encontrado o estabelecimento relacionado nas prestação de contas do candidato peemedebista.
Segundo nota do PMDB, os integrantes da equipe adversária “tiraram proveito da ordem judicial” e aproveitaram para captar imagens e vasculhar materiais, “agindo de maneira afrontosamente ilegal”.
O advogado de Marchezan, Caetano Cuervo Lo Plumo, sustentou que a equipe do candidato acompanhou a averiguação de forma legal e que a solicitação foi feita por não terem encontrado o comitê nas contas e gastos de campanha de Melo.

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