O Rio Grande do Sul se despediu na tarde deste sábado, 29/07, de um dos seus mais talentosos músicos, Plauto de Almeida Cruz.
Com 87 anos, o flautista foi sepultado no cemitério Parque Jardim da Paz, no Bairro Agronomia, em Porto Alegre.
Ao som de Choro, estilo que o instrumentalista foi um dos mestres no Estado e ajudou a difundir, amigos e familiares se despediram de Plauto.
A morte ocorreu na sexta-feira, no Hospital de Clínicas, onde estava internado devido a complicações do Parkinson.
Um dos maiores instrumentistas do Rio Grande do Sul, o músico era viúvo e deixa quatro filhos: Jairo, Marlene, Maria e Juliana, além de netos e bisnetos e uma legião de fãs.
Plauto Cruz era natural de São Jerônimo, onde nasceu em 15 de novembro de 1929. O pai era também flautista e educou musicalmente Plauto desde a infância.
Aos 15 anos a família mudou-se para Porto Alegre, onde Plauto desenvolveu sua carreira profissional. Ele participou de diversos programas de rádio e TV nas décadas de 50 e 60, ficando conhecido como o Mago da Flauta.
Plauto gravou seis LPs e dois CDs como solista e possui incontáveis participações como instrumentalista de diversos músicos, entre os quais, Lupicínio Rodrigues, Ângela Maria, Silvio Caldas, Jessé Silva, Túlio Piva, Kleiton e Kledir, Nelson Gonçalves.
Foi premiado com 60 honrarias e troféus, entre elas a medalha Simões Lopes Neto, concedida pelo governo do Rio Grande do Sul e era cidadão porto-alegrense.
Parte do talento do músico pode ser conferido no Youtube em uma página promovida pelo amigo, o também músico e pesquisador Paulinho Parada.

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