Nova manifestação em Viamão

Partcipação foi menor na Praça da Matriz, em Viamão  (Fotos: Arfio Mazzei)

Helen Lopes

O rito foi diferente das seis semanas anteriores. Ao invés de realizar manifestação no pedágio da RS-040, os moradores de Viamão saíram às ruas da cidade para protestar contra a cobrança de pedágio na via que corta a cidade. Foram cerca de 200 participantes.

Até quarta-feira à noite, a intenção era realizar mais uma manifestação na praça de pedágio. A mudança nos planos aconteceu porque o  desembargador Irineu Mariani, do Tribunal de Justiça do Estado, proibiu manifestações e aglomerações na rodovia  RS-040.

Mesmo garantindo que não foram intimidados, os manifestantes revolveram acatar a decisão judicial. Mas os mais empolgados anunciavam: “Na próxima sexta-feira, a manifestação vai ser lá” (na praça de pedágio da RS-040).

O vice-prefeito de Viamão, Sérgio Antônio Kumpfer, disse que respeita o despacho do magistrado e não confirmou o ato da próxima semana. Ele lembrou que a cidade não quer privilégio e não pretende prejudicar a empresa concessionária Univias. “Queremos o nosso direito de ir e vir.”

A psicóloga Sônia Ciarlo, que mora em Águas Claras e trabalha no centro de Viamão, diz que a situação está insuportável. “Gasto com pedágio todo dia.” Questionada sobre a utilização do cartão que isenta os moradores de Águas Claras, ela disse que não recebeu. Ela reclama também que os filhos têm dificuldade de ir vê-la. “Tenho quatro filhos. No Natal, gastamos R$ 200 de pedágio.”
Como ela, Rita Paim, que mora no centro de Viamão e tem sítio em Águas Claras, diz estar cheia desse impasse. “Além do problema financeiro, essa cobrança indevida gera um problema sentimental.”

Momento tenso

Vereador Nadim foi vaiado pelos manifestantes, mas não respondeu

No meio da caminhada, em frente à Câmara de Vereadores do Município, um homem se aproximou da passeata e foi vaiado. Era o vereador Nadim, sem partido. Os manifestantes o acusam de ter negociado com a Univias sem o aval do movimento.  O clima quase esquentou. Mas a turma do “deixa disso” e os que estavam com o microfone, contornaram a situação.
O efetivo da Brigada Militar no local era grande. Cerca de 20 homens. O tenente-coronel Seadi, responsável pela operação, informou que “a BM está aqui para não deixar ninguém se agredir”.

Depois da concentração em frente ao campo de futebol dos Tamoios, os viamonenses subiram pela rua principal, e chegaram à Praça da Matriz. Ali, alguns participantes do movimento falaram e, logo após, o ato acabou, com a promessa de nova manifestação na próxima sexta-feira.

Cartão fidelidade não agrada

A suposta sugestão que a Agergs teria feito a Univias de implantar um cartão de uso acumulativo não agradou o vice-prefeito, nem o presidente da Associação de Moradores de Águas Claras, Henrique Feijó . “Essa proposta é parcial. Mas respeito a posição da Agergs e estaremos sempre disponíveis para conversar”, disse o vice-prefeito. Feijó afirmou que irá analisar a proposta, mas a princípio não concorda.

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