Ainda não se tem número oficial das pessoas, maioria estudantes presos em Brasilia nos protestos contra a PEC 55, aprovada pelo Senado nesta terça-feira,13.
Foram levados para o Departamento de Polícia Especializada (DPE) e estão sendo enquadrados na Lei de Segurança Nacional. Apenas advogados estão podendo entrar na DPE.
Segundo o 247, são perto de 100 pessoas. Segundo o G1, “são pelo menos 75”.
A policia militar do Distrito Federal distribuiu foto de um policial ferido, sangrando, para provar que a violência partiu dos manifestantes.
De acordo com a polícia, os manifestantes presos incendiaram um ônibus, pichações de prédios públicos, promoveram depredações a prédios dos bancos do Brasil e de Brasília e ataques a uma concessionária no início da Asa Norte.
O protesto começou pouco depois da aprovação do projeto. A PM estimou em 2 mil estudantes e ativistas políticos. O efetivo de segurança somava 3,5 mil policias militares e civis, bombeiros e agentes de trânsito.
A polícia acusa os manifestantes começarem a jogar paus e pedras contra as tropas, que reagiram com gás lacrimogêneo. Segundo a polícia, oito policiais ficaram feridos.
Os protestos contra a decisão do Senado ocorreram em 15 estados.
A Frente Brasil Popular distribuiu a seguinte nota:
A FRENTE BRASIL POPULAR DF condena a operação de guerra dos governos de Michel Temer e Rodrigo Rollemberg, por meio da Polícia Militar do Distrito Federal, da Polícia Legislativa, do Gabinete de Segurança Institucional e do Ministério da Justiça, contra a manifestação de repúdio à retirada de direitos.
Cerca de 3 mil manifestantes foram reprimidos pelo aparato militar, que colocou 2 mil soldados, com tropa de choque, cavalaria e armamento pesado, contra movimentos populares da cidade e do campo, sindicalistas e estudantes.
A repressão colocou uma barreira na altura da Catedral para constranger os manifestantes e impedir que chegassem mais próximos do Congresso. E se aproveitou de uma confusão isolada para atacar, reprimir e dispersar o ato.
Diante da violência do aparato militar, a maioria dos manifestantes recuou, enquanto uma minoria resistiu. A polícia avançou, jogando bombas, balas de borrachas e ocupando espaços com cavalaria, carros e batalhões. Na confusão, jovens black blocs cometeram excessos, o que cria um círculo vicioso de violência. Estamos levantando o número de manifestantes presos e acompanhando por meio da rede de advogados populares.
Um governo ilegítimo e constituído por meio de um golpe não tem como conviver com manifestações democráticas. O direito de manifestação está em suspensão em Brasília.
O plano do governo Temer é fechar a Esplanada e impedir protestos para impor o programa neoliberal, independente do clamor das ruas. O governador Rollemberg é conivente com as aspirações autoritárias do governo golpista e atua na linha de frente da repressão.
Precisamos resistir ao avanço do Estado de Exceção. Vamos intensificar a resistência ao programa de retirada de direitos, destruição do Estado social, privatizações e desnacionalização dos nossos recursos naturais.
Número de prisões em Brasilia pode chegar a 100
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