
Obra na Rua José Otão irrita comerciantes
(Foto: Divulgação)
Naira Hofmeister
Comerciantes da rua Barros Cassal fazem coro para reclamar da supressão das vagas de estacionamento devido ao início das obras para o rebaixamento da Rua Irmão José Otão, junto ao Colégio Rosário. Eles reclamam do afastamento da clientela.
Também os comerciantes de parte da Avenida Osvaldo Aranha próxima ao túnel, reclamam pelo fim do estacionamento temporariamente. A encarregada da Loja Lapele, Rosa Maria Silva Nascimento, que vende móveis de Gramado, questiona: “Como o cliente vai comprar um banco e carregar nas costas até um lugar onde possa estacionar?”. E completa: “As coisas já andavam ruins, mas agora está cada vez mais difícil”, lamenta.
Alguns moradores da Rua Barros Cassal alegam que terão prejuízos durante as obras, contestam as decisões tomadas pelos síndicos, que aprovaram o projeto da direção do Colégio Rosário, após modificações sugeridas em debates com os moradores.
Maria Regina Marques Saraiva, que tem seu apartamento de fundos no Edifício Glória, reclama que a varanda vai fica encoberta pela obra. “Não vou ter mais sol e luz”, lamenta. Outra moradora fez uma ressalva, lembrando que todos receberam a convocação, porém, a maioria dos proprietários de apartamentos de fundos não compareceu: “Isso me deixou bastante surpresa”, disse.
O arquiteto da obra, Ricardo Sommer, explica que foram feitas modificações no projeto original, para atender aos moradores: “Recuamos cinco metros do muro que divide o terreno com os prédios, o que não era necessário segundo o Plano Diretor”, garante.
O irmão Firmino do Colégio Rosário faz um apelo: “Espero que as pessoas pensem na obra pelas vantagens que ainda virão, e não apenas como transtorno momentâneo”.
O rebaixamento é a etapa inicial da construção de um prédio no lugar onde hoje, é a quadra de areia do colégio Rosário. Nesta nova construção, que ainda está em análise na SMOV, três pavimentos serão destinados para estacionamento de espera para os pais dos alunos. “A grande vantagem é que os alunos saem do carro e já estão dentro da escola”, acredita Irmão Firmino.
Além das vagas para embarque e desembarque, o estacionamento vai estar aberto à comunidade. Cerca de 350 vagas serão criadas, num local carente de espaços para deixar o carro. O térreo vai servir apenas para a circulação dos automóveis, e nos andares superiores, além do estacionamento, salas de aula abrigarão atividades da escola e também estarão à disposição da cidade.
Para a obra de rebaixamento, mais as alterações necessárias no trânsito, a mantenedora do Colégio Rosário liberou uma verba de um milhão de reais. O diretor de trânsito e circulação da EPTC, Vilmar Govinatski, informa que a prefeitura não vai participar do investimento. “Como o fluxo é gerado pela iniciativa privada, seria injustiça com o contribuinte, se o dinheiro público fosse aplicado ali”.
Passarela Provisória
Juntamente com a conclusão do rebaixamento da rua, que irá liberar o tráfego de automóveis pela via, será construída uma passarela provisória enquanto o prédio que abrigará o estacionamento e a passagem definitiva não estejam concluídos. A passarela provisória servirá para que os alunos acessem o complexo esportivo. O novo prédio e a passarela definitiva serão concluídos num prazo de dois anos.
Quanto ao trânsito poucos problemas foram apresentados. Porém, motoristas que trafegam pela avenida Osvaldo Aranha em direção ao túnel da Conceição devem ficar atentos e ocuparem a pista da direita que possui acesso livre.
Já as pistas central e da esquerda devem obedecer ao semáforo para seguir em frente. Motoristas desatentos que desejam seguir em frente e que ocupam a pista de acesso livre em alguns momentos dificultam o trânsito, o que tem causado alguma retenção do tráfego.
Uma placa será colocada na rua Irmão José Otão, esquina com a rua Barros Cassal, mostrando como ficará a via após a conclusão das obras.

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