Onda de atentados no Ceará é contra bloqueio de celulares nos presídios e pode se ampliar

A decisão do governo estadual de instalar bloqueadores de celular nos presídios do Ceará é a causa da série de atentados registrados na região metropolitana de Fortaleza.
As facções criminosas que atuam no Estado teriam acertado uma trégua entre elas para enfrentar a causa comum: o bloqueio a celulares nas prisões.
Nos primeiros ataques a órgãos públicos,na quinta-feira passada, já foi dado o recado ao governador Camilo Santana, do PT:
“Simplesmente iremos fazer o caos completo”, dizia uma mensagem deixada depois do atentado ao prédio dos Correios, na madrugada de quinta feira.
Já antes, em fevereiro, quando o Senado aprovou a obrigatoriedade de instalação de bloqueadores  em todas as penitenciárias do país, as facções criminosas pixaram na frente da residência do autor do projeto, o  senador Eunício Oliveira, em Fortaleza: “Presídio mudo, Eunício morto”.
Essa lei está para ser votada na Câmara Federal, mas o governo do Ceará decidiu antecipar-se diante da gravidade da situação no Estado.
Os atentados neste fim de semana atingiram, além da capital, três cidades da região metropolitana de Fortaleza. Prédios públicos foram atacados, mais de 50 veículos incendiados, sendo seis ônibus. .
Em Sobral, homens arremessaram um artefato incendiário de fabricação caseira contra a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops).
Na capital, a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus), foi atacada a tiros. Três dos atacantes foram mortos pela polícia, inclusive um homem que ia arremessar uma granada contra o prédio.
Em Cascavel, mais de 50 veículos apreendidos pela polícia em terreno no prédio da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra) foram incendiados depois que dois homens invadiram o local.
Em Fortaleza, o Juizado Especial Cível e Criminal, no Bairro Itaperi, foi alvo de rajadas de tiros, e um dos blocos da Secretaria Regional IV, no Bairro Serrinha, foi incendiado. O local suspendeu o atendimento ao público. Computadores, móveis e eletrônicos foram perdidos na ação.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) havia contabilizado até a noite de domingo cinco ônibus incendiados e duas antenas de telefonia atacadas, além dos tiros contra o prédio da Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus).
Três homens morreram em confronto com a polícia e três foram presos com galões de gasolina.
A violência crescente no estado já vitimou mais de 1068 pessoas no estado nos três primeiros meses deste ano.
Nesta segunda-feira, segundo a Secretaria de Segurança, os ônibus circularão com escoltas
 

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