Pais pedem mais participação familiar nas ocupações

Três pais fizeram um apelo em frente ao Colégio Estadual Paula Soares, na noite desta terça-feira. A reunião, que não era de conhecimento dos alunos que ocupam o colégio, estava prevista para as 19h mas começou com meia hora de atraso.
Antes dos pais, o estudante Wilian Abreu, um representante do grêmio estudantil e da ocupação, falou a imprensa. Wilian ressaltou a importância dos pais que apoiam as ocupações, pois elas representam a luta dos estudantes por seus direitos e por uma escola de “ensino qualificado”.
Entre os problemas da escola, Wilian denunciou que chove em algumas salas, há risco de choque nos corrimãos das escadas, entre outras precariedades.
Ele lembrou que a ocupação está realizando atividades, oficinas entre outros debates. Também falou estudantes encaminharam junto a alguns deputados da Assembleia Legislativa a pauta de reivindicações da ocupação. O estudante também avisou que “seguem ocupando sem previsão de saída” em resposta a pressão do governo para que as desocupações acabem.
Adriana Lameirão, Evanir Pimenta e Cladio Wohlfhart são pais de alunos que ocupam a Escola Júlio de Castilho, o Julinho. Vieram à frente do Paula Soares dar apoio as ocupações. Criticaram a situação atual das escolas estaduais do Rio Grande do Sul e disseram que o movimento das ocupações é uma grande luta dos estudantes em busca de um ensino melhor.
Cladio pediu apoio e a participação dos pais. “É importante que cada pai conheça a ocupação de seu filho para ver a aula de cidadania que ocorre aqui” ressaltou. Evanir é mãe de um aluno Julinho e de outro da Escola Anne Frank e também criticou a atual crise na educação: “Nossos filhos não tem segurança”.
Os três prometem ir atrás de inclusão de mais pais que apoiem a causa. A criação de um comitê não foi descartada. Mais pais foram convidados mas ao final havia mais jornalista do que responsáveis pelos jovens na coletiva.

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