Como resposta ao texto publicado, citando as atividades da Secretaria da Cultura de Porto Alegre, respondemos:
Entendemos que parte da classe artística ainda tenha questionamentos sobre o modelo, como ocorre com tudo que é novo. Nos surpreende, no entanto, a afirmação do presidente do sindicato dos artistas e técnicos de que a proposta não foi discutida com a classe artística, quando o próprio Fábio Cunha foi convidado para conversar sobre o tema, no dia 19 de maio, e respondeu ao convite informando que não poderia participar da reunião (encontro que posteriormente contou que uma representante do Sated, Rosa Campos Velho, que avaliou positivamente a proposta apresentada: “A parceria público-privada é uma perspectiva muito boa, desde que nenhuma das duas partes se isente e jogue suas responsabilidades nas costas do outro e desde que essa parceria respeite que todos falem se sejam ouvidos”. Além disso, no último dia 31, com o Capitólio lotado, aconteceu o Seminário do Terceiro Setor na Gestão da Cultura, o que mostra o interesse em massa da sociedade no assunto. Infelizmente, sem a presença do presidente do sindicato dos artistas e técnicos.
Ao longo de todo o mês de maio, por sinal, o secretário-adjunto de Cultura, Eduardo Wolf, se reuniu pessoalmente com representantes do teatro, do cinema e das artes plásticas, em diferentes datas, para apresentar o tema previamente, colher idéias e opiniões. Também surpreende o desconhecimento (ou manipulação da informação) por parte de Fábio sobre o Em Cena. Primeiramente, que conta, sim, com recursos públicos, mas que só sobrevive graças a recursos de empresas privadas. Fábio também distorce as informações ao afirmar que a secretaria “agora acha que Cultura não precisa de dinheiro público”.
Ao contrário do que tenta induzir o presidente do Sated, e como ressaltou Wolf em todos os encontros prévios, os recursos públicos não serão suprimidos, mas somados aos recursos privados. Fábio também parece desconhecer a estrutura do funcionamento tanto do Iberê Camargo quanto do Araújo Viana. Primeiramente, o Iberê Camargo não é um espaço público, mas sim uma fundação (e, por sinal, um bom exemplo de que como uma Organização Social é uma excelente alternativa para equipamentos de cultura).
Fábio também desconhece ou trabalha com informações erradas sobre o Araújo Viana. De onde partiu a informações inverídicas de que prefeitura paga aluguel para uso do Araújo Viana? Como representante da classe artística o presidente do Sated deveria saber que, no máximo, o município paga pela prestação de serviços terceirizados(o cliente pode contratar a empresa que quiser), como de sonorização de seus eventos no local, inclusive fomentando a produção local. Incorreto seria utilizar o trabalho local e não pagar por ele.

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