Paralisação do transporte público ampliou o alcance da greve

A paralisação do transporte público – ônibus e trens- foi decisiva para a amplitude da greve geral nesta sexta-feira.
Em Porto Alegre, os corredores e paradas de ônibus ficaram vazios e a diferença no movimento das ruas capital era sensível. Principalmente na região central.
Já na madrugada, barricadas foram montadas em frente aos portões das garagens, impedindo a saída dos ônibus.
Na madrugada, três ônibus foram apedrejados na Zona Sul. Durante todo o dia, os ônibus não circularam e até o fechamento desta matéria nenhum carro havia saído da garagem.
O Trensurb também não circulou, apesar da decisão judicial determinando que no mínimo metade da capacidade funcionasse nos horários de pico.
A decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) determinou o funcionamento de 50% dos trens nos horários de maior movimento, entre 5h30 e 8h30 e das 17h30 às 20h30.
A decisão prevê ainda multa de R$ 20 mil por horário de pico, em caso de descumprimento da decisão.
Os metroviários aderiram à greve, ocuparam os trilhos e as estações não chegaram a abrir.
Pelo twitter, a empresa informou que não havia condições de operação “devido a invasão de via por parte de pessoas alinhadas aos movimentos grevistas.”
Na região metropolitana, também houve adesão à Greve Geral e paralisação do transporte público. Manifestantes bloquearam a saída de ônibus em Alvorada, Canoas, Gravataí, Cachoeirinha e Viamão.
A Metroplan informou que mesmo os ônibus que prestam serviço de fretamento para universidades e empresas ficaram sem funcionar.
Para alguns trajetos, a saída foi utilizar o catamarã. O transporte fluvial que liga o centro de Porto Alegre à Zona Sul registrou grande movimento durante toda a manhã. Era possível perceber também a presença de diversos ciclistas pelas ruas.
Para viabilizar o trabalho dos servidores municipais que não aderiram à greve, a Prefeitura fez uma parceria com a empresa Cabify, dando descontos no transporte pelo aplicativo para os servidores.
A EPTC liberou a condução de passageiros em pé dentro das lotações. A empresa liberou também cerca de 200 veículos de transporte escolar para carregarem passageiros. A prefeitura divulgou uma nota dizendo que os serviços foram mantidos. O público, porém, foi mínimo.

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