Parcão comemora 33 anos

Prefeito em exercício, vereador Elói Guimarães, e o secretário municipal do Meio Ambiente, Beto Moesch participaram da festa (Fotos: Helen Lopes)

O Parque Moinhos de Vento, localizado no coração de um dos bairros mais tradicionais de Porto Alegre, amanheceu festivo. Neste sábado, 19 de novembro, a comunidade  comemorou os 33 anos do Parque, que é cercado por bares, cinemas, lojas e academias,  um point dia e noite da moçada.  Em 9 de novembro de 1972, a área passou a ser um espaço de contato com a natureza para os moradores. São 11,5 hectares, entre as ruas 24 de Outubro, Mostardeiro, Comendador Coruja e Goethe.
Para cantar “Parabéns a você” e cortar o bolo, estiveram presentes o prefeito em exercício, vereador Elói Guimarães, o secretário municipal do Meio Ambiente, Beto Moesch e a madrinha da Biblioteca Infantil, Maria Dinorah Cruz do Prado, além das pessoas que freqüentam o Parque.
O prefeito em exercício, Elói Guimarães, falou da importância do Parcão e salientou que o espaço “é uma verdadeira academia ao ar livre”. Moesch destacou o esforço da Secretaria no cultivo de árvores na cidade. “Só a Smam plantou quase 10 mil mudas, sendo que 800 delas foram na Terceira Perimetral.”
Quem passeia no Parcão observa a boa conservação do local, destoando dos outros parques da Capital. De acordo com o secretário, existem vários fatores que contribuem para a atual situação do Parque Moinhos de Vento. “O público daqui reage às campanhas de conscientização, há várias lixeiras, o Parcão é menor e, por isso, a freqüência é menor também” justifica ele. A média mensal de público é de  250 mil. Mas Moesch aponta como principal fator a adoção do Parque pelo Grupo Zaffari e pelo Hospital Moinhos de Vento. “A prefeitura investe, mas essa parceira é o plus a mais. E faz a diferença”. As empresas que adotaram a área auxiliam na manutenção e limpeza.
No prédio do moinho açoriano ao estilo dos que existiam no bairro nos primórdios da cidade, funciona a Biblioteca Infantil Maria Dinorah voltada para a literatura ecológica, que também comemora aniversário, 20 anos. A biblioteca é pioneira no Brasil, pois tem o objetivo de desenvolver a consciência ecológica no público infanto-juvenil, através da  leitura, recreação e educação ambiental, tudo isso dentro de um parque público.
A madrinha da biblioteca, Maria Dinorah Cruz do Prado conta que quando chegou em Porto Alegre, ainda na adolescência, no local havia um grande lago, no qual as pessoas pescavam e um homem alugava um braço. Ela lembra que, anos mais tarde, passeava de barco com os filhos.
A escritora foi escolhida madrinha, entre outros motivos, porque ajudou a construir o acervo da biblioteca. Maria Dinorah, que mora nas proximidades, vem diariamente ao parque. Ela ressalta a conservação como uma das qualidades do Parcão.
Atualmente, a biblioteca possui cerca de 2.000 títulos, sendo alguns em Braile. Além disso, há uma área reservada para atividades de artes plásticas e culturais. A biblioteca atende de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 17h, e  aos sábados e domingos, das 9h às 13h e das 14h às 18h.
Um pouco de história
O nome do Parque Moinhos de Vento tem sua origem no século 18, quando Antonio Martins Barbosa, vindo de Minas Gerais, estabeleceu-se com seu moinho de vento, nas imediações da atual confluência da Av. Independência com a  Ramiro Barcelos. A área conhecida, antigamente, como “baixada” abrigou o Jockey Club e o primeiro estádio do Grêmio.
Em 10 de setembro de 1962, o prefeito Loureiro da Silva assinou o decreto de desapropriação. Em 09 de novembro de 1972, o Parque de 115 mil m2 foi inaugurado, com o nome de Parque Moinhos de Vento. O Parque está dividido em dois setores um caracterizado pela predominância de equipamentos esportivos; e o segundo, mais utilizado para caminhadas, caracterizando-se pelas funções de recreação e lazer contemplativo.
Hoje, o Parque Moinhos de Vento oferece opções de lazer como jogging, patinação, quadras de futebol, tênis, vôlei e aparelhos de ginástica. Para o público infantil estão à disposição equipamentos de recreação artesanais feitos de toras de eucalipto.

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