Passo Fundo tem 14 mil pessoas em 50 ocupações urbanas

Passo Fundo tem 50 ocupações, segundo informações levadas ao pelo presidente da Assembléia, Edgar Pretto, por lideranças comunitárias do município.
Pretto participou na sexta feira de um encontro com mais de 140 pessoas que que ocupam duas áreas urbanas da cidade há mais de dois anos e estão na eminência de serem expulsos.
“Não queremos nada de graça, trabalhamos e temos como pagar. O problema é que o município não oferece alternativas nem mesmo dentro do programa Minha Casa, Minha Vida”, destacaram os moradores, que estavam acompanhados por representantes de outras ocupações, advogadas que defendem os direitos das famílias, Comissão dos Direitos Humanos de Passo Fundo (CDHPF), Defensoria Pública e o do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM).
Para Raul Roberto da Rosa, do MNLM, o que as famílias estão solicitando é a mediação da presidência do Parlamento gaúcho junto às instâncias estadual e municipal para se evitar despejos forçados e buscar a criação de alternativas junto ao poder público.
Também foi destacado durante o encontro a necessidade urgente de criação de uma política pública habitacional por parte do governo estadual e do município que atenda as demandas da população de baixa renda que, sem o apoio do Estado, não têm condições para ter moradia e cidadania.
Segundo o MNLM, nas 50 ocupações registradas  na cidade vivem mais de 14 mil pessoas.
“Essas áreas particulares que têm dono formal não cumprem com sua função social. Se têm pessoas sem terra e sem casa, existem terras sobrando. É obrigação do poder público agir e garantir, dentro da legalidade, a colocação desses trabalhadores”, destacou Edegar Pretto, lembrando que o governo estadual precisa entender que ocupantes “são homens e mulheres trabalhadores, pais e mães de família que precisam ter seus direitos garantidos”.
Pretto disse que sua presença na ocupação para ouvir as pessoas buscava evitar que se repita ali o que ocorreu em Porto Alegre com os Lanceiros Negros, “onde foi montado um verdadeiro arsenal de guerra, um aparato desproporcional e desnecessário, como se no local tivessem delinquentes”, salientou Edegar.
 

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