Permuta com Zaffari envolve apenas parte da área na Praia de Belas

A área de propriedade do Estado que vai ser permutada com o grupo Zaffari no bairro Praia de Belas não é toda a gleba contígua à Praça Itália, que separa o terreno do Shopping Praia de Belas e que tem mais de 40 mil metros quadrados.
Parte da área já é da empresa. O que será permutado, de acordo com a lei 24.397, de 2013, é o terreno onde está o prédio da Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos.
Pelo que está descrito no projeto o terreno é um quadrilátero irregular com 112 metros na face norte, 97 metros na face sul, 287 metros na face oeste e 214 metros no lado leste (de frente para o parque da  Harmonia).  Seriam pouco mais de 26 mil metros quadrados.
Segundo uma fonte do governo, há pressa em  concluir a negociação, já aprovada no governo anterior mas empacada porque a autorização saiu em nome da FDHR, quando o verdadeiro proprietário da área é o Estado.
O novo projeto já enviado por Sartori à Assembleia corrige esse equívoco burocrático e também muda a finalidade da permuta: pelo projeto original a contrapartida do grupo Zaffari seria uma nova sede para a Fundação, a ser construída em terreno já  designado no bairro Teresópolis.
Agora, a contrapartida será em “vagas prisionais”.  O Zaffari terá que financiar mil vagas em locais ainda não designados.
O governo incluiu esse projeto no pacote de emergência  do sistema prisional, mas dificilmente conseguirá atender a expectativa dos empreendedores de começar ainda em 2016 a construção na área, que comportaria um novo Bourbon e uma torre residencial, segundo fonte do governo. (Não conseguimos confirmar essa informação com o grupo Zaffari.)
Esse é o primeiro de um lote ainda não dimensionado de imóveis que o governo quer incluir no projeto emergencial para obter recursos para a  construção de presídios. Um grupo de trabalho vai selecionar os imóveis. O caráter de emergência permite que sejam transferidos sem licitação.
Negociação começou em 2011
Em outubro de 2011, o diretor-superintendente do Grupo Zaffari, Cláudio Zaffari, e o gerente de incorporações da construtora Melnick, Marcos Colvero, registraram interesse em adquirir a área do Estado, em reuniaão com a direção da Fundação. O Grupo já era proprietário do terreno que circunda a FDRH, na Av. Praia de Belas

Na época, a contrapartida seria o Grupo Zaffari construir uma nova sede para a Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos.
 
 
 

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