Por falta de verba, desfile de escolas de samba no Porto Seco é cancelado

Fora de época, sem dinheiro, sem desfile no Porto Seco, e sem competição oficial –  é o resumo do carnaval das escolas de samba de Porto Alegre em 2018. Para não passar em branco, as escolas farão uma apresentação nos dias 23 e 24, gratuita, em local a ser definido entre as escolas e prefeitura.
Nesta quarta-feira, a Liga Independente da Escolas de Samba de Porto Alegre informou o cancelamento do desfile inicialmente marcado para os dias 23 e 24 de março no complexo cultural Porto Seco.
Conforme o diretor da Liga, Juarez Gutierres de Souza, na apresentação de rua a ser feita não haverá cobrança de ingressos, e o local deverá ser acessível ao público. As maiores possibilidades seriam na Borges de Medeiros, na Cidade Baixa ou na orla do Guaíba.
Entre os motivos para o cancelamento estão a falta de verba das escolas para finalização das  alegorias e problemas no Porto Seco e ainda o excesso de no furto de cabos de energia elétrica no Porto Seco.
O carnaval já tinha sido adiado para o final de março, agora a competição foi cancelada. É a primeira vez que o desfile em Porto Alegre é cancelado.
A tradicional descida da Borges, que seria realizada no próximo final de semana também foi cancelada.
No final de janeiro a prefeitura assinou a Lei que permite uma parceria privada para tocar o Porto Seco, mas as escolas não fecharam acordos a tempo de viabilizar o carnaval, não captando os cerca de R$ 2 milhões mínimos necessários para a festa. “Foi colocado um novo modelo de Carnaval para Porto Alegre. Mesmo em cima da hora, a gente não conseguiu achar todas as soluções mínimas para fazer nosso formato tradicional de Carnaval”, afirmou Gutierrez em entrevista à Rádio Guaíba na tarde desta quarta-feira.
No ano passado, o prefeito Nelson Marchezan Júnior anunciou o corte total dos R$ 7 milhões que seriam destinados ao evento alegando que a Prefeitura não tem dinheiro. Esse ano foi tentado a parceria privada do Porto Seco, mas não houve tempo hábil e nem interessados em assumir o local. Dos R$ 7 milhões que a prefeitura disponibilizava, cerca de cinco eram para montagem da estrutura, e dois para as escolas.

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