Porto Alegre realiza nesta sexta-feira (26), 26, o Seminário “Mobiliário urbano: do desenho à gestão – Construindo a Imagem da Cidade” com o objetivo de discutir a reformulação dos equipamentos urbanos da cidade para o futuro.
Serão debatido entre outros assuntos, o projeto do Cais Mauá, a reformulação do centro histórico e os estacionamentos subterrâneos. Ainda será discutida a padronização de bancas de revistas, paradas de ônibus, cabines telefônicas, gradis, lixeiras, bancos públicos, relógios digitais, entre outros elementos.
Na abertura foram apontados critérios básicos para se pensar, de forma lógica, o futuro da cidade: servir à população, estar voltado ao bem estar da cidade, e de acordo com o ponto de vista estético urbanístico, além de ser sustentável.
De acordo com a coordenadora do Gabinete de Planejamento Estratégico (GPE), Izabel Matte, a intenção é estar com um edital para licitação pronto para novembro deste ano. Segundo ela, atualmente a equipe técnica trabalha a modelagem econômica e o projeto básico para a elaboração dos termos de referência para realizar as obras.
Representantes de cidades como Barcelona (Espanha), Santiago (Chile), Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba mostrarão suas experiências em projetos de mobiliário.
Barcelona desenvolve o seu há mais de 20 anos; Santiago está no processo de mudança de desenho; São Paulo, com o projeto Cidade Limpa, tirou todas as intervenções publicitárias da cidade, e o Rio busca aliar os elementos urbanos à beleza natural da cidade.
Para a urbanista Maria Luisa Aguado, chefe do Departamento de Arquitetura e Projetos Urbanos da Prefeitura de Barcelona, os problemas enfrentados pelas grandes cidades, sejam europeias ou sul-americanas, são muito semelhantes: “o mais difícil é achar a medida certa entre a gestão do poder público e o aporte da iniciativa privada em troca do espaço publicitário”, explica.
São Paulo, segundo Regina Monteiro, diretora de Paisagem Urbana da São Paulo Urbanismo, tomou a decisão de acabar com a poluição visual e retirou todas as intervenções de publicidade das ruas, em detrimento dos recursos privados para a implantação ou manutenção dos equipamentos. “Foi uma decisão de governo, mas nem por isso menos polêmica, pois é ainda motivo de muita discussão”, afirma.

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